CURSOS SIG: INSTITUTO DIDACTIA

15/08/2017  JY  Geotecnologias

Olá pessoal,

O Instituto Didactia é uma empresa dedicada a valorizar a necessidade de formação de profissionais e empresas para manter seus níveis de qualidade no mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Por isso está trazendo pra nós o oferecimento de cursos voltados para o mercado SIG. Quem tiver interesse entre AQUI !

SIM, SÓ LEMBRANDO, OS CURSOS SÃO EM ESPANHOL!

 

 

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15/08/2017   JY  Geotecnologias

De olho no potencial das barragens subterrâneas para o semiárido !

10/08/2017  JY  Geoteccnologias

Imagem relacionada

Olá pessoal,

Achamos interessante essa matéria e pesquisa da Embrapa Solos e resolvemos mostrar aqui pra vocês! o Estado em questão é o de Alagoas, o que em termos de variação climática e problemas relacionados com a falta de chuva, não difere nem um pouco da nossa Paraíba. Veja.

OBJETIVO DA PESQUISA

O objetivo  é aumentar o acesso e uso da água de chuva em barragem subterrânea, uma das tecnologias de captação de água da chuva recomendadas pela Embrapa para convivência com o Semiárido. A ideia é realizar a espacialização territorial de ambientes potenciais para a implantação de barragens subterrâneas nas mesorregiões do Agreste e Sertão de Alagoas, bem como subsidiar tomadas de decisão na elaboração de políticas públicas voltadas para a inserção social e produtiva de agroecossistemas de base familiar.

O Projeto

O estado de Alagoas, com uma área de aproximadamente 28.000 km², apresenta significativas variações em termos de solo, geologia, clima, vegetação e recursos hídricos. Esta variação ambiental produz espaços com diferentes potencialidades de exploração agrossilvipastoril e riscos de degradação ambiental, o que torna fundamental o conhecimento destas variações na implantação de estratégias de desenvolvimento rural em bases sustentáveis.

A indicação de ambientes potenciais, agrupando áreas homogêneas, por meio do zoneamento de solos e clima, para a construção de barragens subterrâneas, é importante pela contribuição que trará para os territórios rurais do Semiárido de Alagoas. De acordo com a pesquisadora Maria Sonia, o zoneamento irá ordenar informações que propiciarão maior segurança na seleção de locais apropriados para construção de barragens subterrâneas, contribuindo, consequentemente, com o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais produtivos.

Neste zoneamento, a partir do cruzamento dos critérios atuais de seleção de local apropriado para barragens subterrâneas com os parâmetros de solo, clima, relevo, vegetação e geologia, disponibilizados no Zoneamento Agroecológico do Estado de Alagoas (realizado pela Embrapa Solos UEP Recife), será elaborado um mapa onde se delimitarão as áreas de acordo com classes de potenciais (alta, média e baixa), para a implantação de barragens subterrâneas, no Agreste e Sertão do estado. Cada classe de potencial delimitada será validada, visando aferir o mapa de potencialidade produzido, por meio do uso de sensores proximais de solos, em especial o Radar de Penetração no Solo (GPR), da implantação de unidades de aprendizagem; e da avaliação da resiliência socioecológica dos agroecossistemas frente às mudanças climáticas e eficiência de produção, em barragens já em condução, em cada classe definida.

É uma proposta de pesquisa participativa, que de forma partilhada utilizará metodologias de análise e integração ambiental.

Paralelamente ao desenvolvimento da pesquisa serão realizadas atividades de sensibilização e capacitação de agricultores e profissionais de assistência técnica e extensão rural, por meio de visitas técnicas, intercâmbios, dias de campo, cursos, palestras, seminários, workshops e oficinas.

O Semiárido de Alagoas

O Semiárido de Alagoas abrange 38 municípios, sendo uma região caracterizada pela frequente escasse, alta variabilidade espacial e temporal das chuvas, com média anual entre 400 a 900 mm, e valores médios de evapotranspiração entre 1.400 a 1.500 mm, o que limita as práticas agrícolas aos períodos de chuva.

Para a professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sara Fernandes de Souza, o grande problema enfrentado nos diversos territórios do Agreste e Sertão de Alagoas refere-se ao acesso à água, uma vez que muitas famílias não dispõem deste bem em seus agroecossistemas. “O risco da agricultura dependente de chuva e a falta de água para consumo humano e animais constituem a principal causa da baixa qualidade de vida no meio rural da região”, completou.

Diante desse quadro, no Semiárido alagoano, a questão da produção de água para obtenção de alimentos e para dessedentação humana e animal é uma prioridade que vem sendo considerada quando se trata da elaboração e execução de políticas públicas destinadas a criar condições para o desenvolvimento rural sustentável da região. Como consequência, a implantação de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água de chuva tem aumentando muito nos últimos anos, como parte de programas governamentais e da sociedade civil.

Parcerias

O projeto Zoneamento edafoclimático participativo de áreas potenciais para construção de barragens subterrâneas em unidades agrícolas de base familiar nas mesorregiões do Agreste e Sertão de Alagoas contará com uma equipe multidisciplinar e uma grande quantidade de instituições parceiras, que de forma participativa com as famílias agricultoras assegurará o cumprimento dos objetivos propostos e o atingimento das metas até 2021, ano em que se encerra a pesquisa.

O trabalho será desenvolvido numa ação conjunta entre nove unidades da Embrapa (Solos, Semiárido, Tabuleiros Costeiros, Agrobiologia, Gestão Territorial, Caprinos e Ovinos, Agroindústria Tropical, Algodão e Meio Norte); Universidades Federais de Alagoas (Ufal), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Semiárido (Ufersa); Universidades Estaduais de Alagoas (Uneal) e do Rio Grande do Norte (Uern); Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal), de Pernambuco (IFPE) e do Rio Grande do Norte (IFRN); ASA Brasil, por meio da coordenação do Programa Uma Terra e Duas águas (P1+2)  e das suas Organizações Não Governamentais em Alagoas  – Coopabacs, Cedecma, Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios, Terra Viva, Visão Mundial, Cactus e Aagra; e o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL).

Fonte: Embrapa.

 

 

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07/08/2017  JY  Geotecnologias

Olá todos,

Esse livro é ótimo! Vamos adquirir!

Geoprocessamento com o gvSIG !Fique de olho nesse material *

02/08/2017   JY Geotecnologias

Olá pessoal,

blog 02-08

Aqui estamos divulgando e interagindo com nossos parceiros e alunos referente ao uso e pesquisa de materias que envolve o uso do software gvSIG. Um importantíssimo programa de SIG, o qual particularmente utilizo em meus trabalhos. Pois bem. É um material de uma Webinar que escolhemos de nosso acervo para você usuário, estudante, professor baixar e observar a proposta feita pela equipe e o Engenheiro  Gustavo Agüero Córdoba! Adoramos esse material, que conta com as explicações para quem estuda o gvSIG em modo avançado.

Vamos baixar!    AQUI

Boa pesquisa!

 

A IMPORTANTE INTERAÇÃO ENTRE O MONITORAMENTO AMBIENTAL E O GEOPROCESSAMENTO

28/07/2017  JY Geotecnologias

COREMAS 02

Olá pessoal,

Verifiquei essa semana um importante comentário postado no site geosys sobre a importante interação do SIG com os planos de conservação ambiental. Achamos interessante mostrar aqui pra vocês!

Segundo o recente comentário , o SIG tornou-se absolutamente essencial para compreender em profundidade o que está acontecendo e até mesmo o que vai acontecer no espaço geográfico. Uma vez que isto é compreendido, você pode tomar as melhores decisões . Um sistema de informação geográfica permite-nos para receber, analisar, avaliar e interpretar os dados torna -o possível para compreender as relações, padrões e as tendências do ambiente que nos rodeia.

Sua utilidade tem sido comprovada em áreas como a construção, comunicações, monitoramento ambiental, sistemas de registros, geoprocessamento etc.

O que é monitoramento ambiental?

monitoramento ambiental é crucial para entender se a qualidade do nosso ambiente está melhorando ou é prejudicial. As informações recolhidas através de monitoramento ambiental é crucialmente importante para muitos tomadores de decisão dentro e fora dos governos dos países, de modo que a tomada de decisão é documentada para todos os benefícios de todos os tipos. Aqui estão alguns campos onde o monitoramento ambiental realiza sua contribuição:

  •  Grandes agricultores precisam de saber a condição climática em curto prazo, por exemplo, para ajudá-los a decidir quando é o melhor momento para colher suas colheitas.
  • desenvolvedores de energia eólica precisa ter informações confiáveis ​​sobre as correntes de vento e rotas de migração de aves para planejar a construção de suas instalações. Indústrias precisam monitorar seus próprios efeitos ambientais para evitar que eles cumpram com os regulamentos. Por exemplo, o Inventário Nacional das Emissões requer que muitas empresas no país do Canadá e acusam medir a quantidade de poluição que despejou no ambiente de suas instalações. 

geoprocessamento é um conjunto de ferramentas que tornam isso possível para processar dados geográficos e outros dados inter-relacionados. Você pode usar a vasta gama de ferramentas de geoprocessamento para a análise espacial ou para gerenciar dados SIG simultaneamente e automaticamente.

O principal objetivo do geoprocessamento é para analisar e processar todo o tipo de informação geográfica para fornecer ajuda na tomada de decisões.

Por isso pessoal a importância de termos ferramentas como o SIG para impulsionar projetos que envolvam meio ambiente.

Boa sorte em sua pesquisa.

 

Cartilha: Tratamento de imagens no SPRING/INPE

26/07/2017  JY Geotecnologias

Olá todos,

Trago pra vocês essa cartilha prática desenvolvida pelo Instituto de Geociências do Rio de Janeiro, que se encontra em meus acervo de SIG! Tivemos na semana passada um treinamento prático, eu e mais 3 estudantes , mostranto eu a eles, como fazer o processo de tratamento de imagens usando o SPRING, programa gratuito desenvolvido pelo INPE, Brasil. Então resolvi deixar aqui com vocês! Sei que alguem por aqui já tem! Para aqules que não tem ainda, o guia apresenta todo o procedimento de como fazer o tratamento de imagens apresentando as técnicas de realce, recorte e classificação!

Aproveitem é muito bom!

img livro spring

Boa sorte!!!

Agrale e sua linha de Tratores

25/07/2017  JY  Geotecnologias

tratores

Olá todos,

Agrale é uma empresa de competência brasileira, com produtos em dezenas de países. A empresa tem forte presença na América Latina, África e Oriente Médio e está sempre incorporando novas tecnologias e soluções, visando ampliar sua área de atuação global. Contando com uma ampla rede de distribuição e atuando com visão estratégica e comprometimento com a inovação, a Agrale oferece ao mundo tecnologia na medida certa para cada mercado.

Dentre os países em que a Agrale está presente, destacam-se: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Panamá, Repub. Dominicana, Trinidad e Tobago, África do Sul, Angola / Congo, Cabo Verde, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Zimbábue, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Turquia.

A empresa tem recebido uma série de prêmios como Certificado GPTW – Melhores Empresas Para Trabalhar 2016; Certificado Melhores Empresas em IDHO – Indicador de Desenvolvimento Humano Organizacional 2016; e Prêmio Gerdau Melhores da Terra.

Confira aqui no site os produtos e categorias dos mais diversos tratores Agrale.

Boa pequisa !

 

BRASIL – PARAÍBA : 8°ISRMU – SIMPOSIO INTERNACIONAL SOBRE GESTIÓN DE RESIDUOS EN LAS UNVERSIDADES

20/07/2017  JY  Geotecnologias

Hola todos,

Se realizará en Campina Grande, municipio de Paraíba, Brasil, el 8°ISRMU – SIMPOSIO INTERNACIONAL SOBRE GESTIÓN DE RESIDUOS EN LAS UNVERSIDADES, con el objetivo de reunir segmentos generadores (industria, condominios, escuelas, comercio, instituciones bancarias para la adopción de metodologías de simbiosis industrial, reutilización, recolección selectiva solidaria y disposición final de residuos fortaleciendo la atención a la Ley Municipal 087/2014-Política Municipal de Residuos Sólidos y la inclusión de las cooperativas de recolectores.

8° Simpósio Internacional sobre Gerenciamento de Resíduos em Universidades

Un poco de historia:

La Universidad Federal de Campina Grande – UFCG fue creada en 2002, desde el desmembramiento de la Universidad de Paraíba Federal-UFPB, con el objetivo de entrar en las actividades de docencia, investigación y extensión en busca del desarrollo  político social de meso-regiones de Agreste, de y del Interior del Estado de Paraíba.
Aunque no exista legislaciones, existen registros que desde 1997, la UFCG/UFPB poseía en sus investigaciones y actividades de extensión iniciativas de recolección de residuos y otras acciones en el campus I y en algunos barrios de las residencias de la ciudad. Este experimento fue diseñado para apoyar las actividades de los colectores de la basura municipal, además de animar a los vecinos a adoptar las mejores prácticas de descartes.
La sede de la UFCG está ubicada en la ciudad de Campina Grande, considerada la segunda más poblada ciudad de Paraíba, con una población de 407,754 habitantes. El campus reúne en su infraestructura física, clases, laboratorios, oficinas, bibliotecas, comedores, restaurantes, fotocopiadoras, instituciones bancarias, los sindicatos y el hospital universitario, entre otros generadores de residuos.
La complejidad, diversidad y inesgotabilidade de generación de residuos se consideran características indispensables para la adopción de un modelo de gestión de residuos sólidos para la comunidad académica de la UFCG y otros municipios.
En marzo de 2006 se aprobó el proyecto de investigación “colección y caracterización de los residuos sólidos generados en UFCG: -sensibilización de la comunidad académica I: campus sobre cuestiones de desigualdad social y responsabilidad ambiental” (más información sobre los proyectos en el sitio web http://www.ltablocobx.com.br). Residuos: reciclables papel, plástico, metal y vidrio recuperados en los ambientes de la institución estaban destinados a los recicladores de la cooperativa COTRAMARE, primero en el municipio y cuyas instalaciones de trabajo funcionaba dentro de una basura municipal en la ciudad de Campina Grande. El proyecto intentó unirse a otros generadores en los espacios de la ciudad y buscó la mediación con las autoridades públicas para satisfacer las demandas y consolidar políticas públicas para la gestión de residuos sólidos.
A partir de julio de 2008, la cooperativa de recolectores pasó a actuar en un galpón de 500 metros cuadrados en el entorno urbano de la ciudad, siendo la unidad de recogida selectiva, que refuerza la necesidad de movilizar a los ciudadanos para mejorar la función del colector como colaborador de salud buscando las asociaciones para la adhesión de la propuesta de solidaridad selectiva.
En marzo de 2012 acciones de cinco proyectos de investigación y extensión comenzaron a componer el programa de extensión de la UFCG: Movilización Social en instrumentos ambientales de saneamiento y proyectos teóricos de la educación ambiental, con participación de la comunidad en la adopción de consumo consciente de productos y servicios , las prácticas de separación y reaproveitamiento de residuos sólidos en diferentes tipos (reciclables secos, electrónica, orgánico e inorgánico), utilizando  planes de selectividad en condominios, residencias puerta a puerta, empresas privadas, grandes y medios generadores, escuelas, instituciones públicas y clubes federal del municipio de Campina Grande-PB.

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Como assim agradecer aos agrotóxicos?

19/07/2017  JY Geotecnologias

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Adoramos essa entrevista feita ao jornalista Nicholas Vital, que lançou o livro “Agradeça aos Agrotóxicos Por Estar Vivo”. Não seria um erro dizer isso? Pois bem, de acordo com ele, o objetivo do livro é equilibrar o debate entre orgânicos e convencionais, dando um contraponto baseado na ciência. O autor ressalta que entrevistou mais de 50 especialistas e consultou outras dezenas de estudos ao longo dos últimos dois anos.

As respostas mais interessantes resumimos aqui pra gente conferir:

Agrolink – Porque devemos “agradecer aos agrotóxicos por estar vivo”?

Nicholas Vital – Porque sem eles não seria possível produzir alimentos em quantidade suficiente para uma população crescente. Os idealistas pregam uma volta às origens. Eles acreditam que a agricultura orgânica é capaz de alimentar o mundo, assim como era no tempo de nossos avós, e que por isso os agrotóxicos seriam dispensáveis. Só se esquecem que a população mundial atual é imensamente maior — passou de 3 bilhões em 1960 para 7,3 bilhões em 2016 — e seguirá crescendo nas próximas décadas. Em 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas, seremos 9,7 bilhões. Até 2100, a população mundial deve ultrapassar a marca de 11 bilhões de pessoas. Será que dá para alimentar toda essa gente apenas com orgânicos, cuja produtividade é comprovadamente menor? Eu tenho certeza que não.

JY : Gente, apesar do crescimento populacional a nível de mundo, podemos pensar em fontes alternativas de produção alimentar sem o uso químico e poluidor interferindo na nossa mesa, na nossa alimentação. Existem meios de produção agrícola sustentável e fora de agrotóxicos ,que se posto em prática e incluído nas políticas públicas governamentais, diminuiríamos a grande quantidade de doenças e mortes por causa desse produto venenoso .

Agrolink – Os orgânicos podem ser ainda mais perigosos que os produtos convencionais?

Nicholas Vital – Se produzidos conforme as boas práticas agrícolas, tanto orgânicos quanto convencionais são produtos totalmente seguros, que não oferecem qualquer risco ao consumidor. No entanto, quando produzidos de forma incorreta, ambos podem causar problemas. O que pouca gente sabe é que orgânicos também podem ser extremamente tóxicos. Milhares de casos de intoxicação são causados pelo consumo de produtos orgânicos, em grande parte devido ao uso intensivo de esterco animal como fertilizante. Brotos de feijão orgânicos também foram responsáveis por pelo menos 35 mortes e mais de 3 mil casos de intoxicação pela bactéria E. coli na Alemanha, em 2011.

Agrolink – Como o medo é usado hoje em dia para ganhar mercado?

Nicholas Vital – O cenário de medo e desconhecimento, aliados a um tema delicado, como a alimentação, foram alguns dos fatores decisivos para o crescimento dos orgânicos nos últimos anos. Notícias de fontes duvidosas servem de munição para as conversas do dia-a-dia. O fato é que se não existisse um vilão (os agrotóxicos), não faria o menor sentido pagar até 300% mais pelos alimentos orgânicos. É evidente que existem interesses comerciais por trás dessa onda orgânica. Mas inúmeros estudos sérios mostram que não existe qualquer diferença, seja nutricional ou de sabor, entre os alimentos orgânicos e os convencionais. Isso é cientificamente comprovado. Segundo os especialistas,  é difícil diferenciar esses alimentos mesmo em laboratório. Outro mito diz respeito aos problemas de saúde causados pelos agrotóxicos. Não há, na história, registro de morte comprovadamente relacionada ao consumo de alimentos convencionais, por ingestão de resíduos. Também não houve aumento nos casos de câncer, apesar do uso intensivo de agrotóxicos nos últimos cinquenta anos. De acordo com a American Câncer Society, a incidência dos principais tipos da doença se manteve estável entre 1975 e 2009.

Agrolink – Como e por que surgiu essa ideia para o livro?

Nicholas Vital – Apesar do título polêmico, o conteúdo é muito ponderado, destacando também os riscos inerentes ao uso incorreto dos pesticidas. O objetivo do livro é equilibrar o debate entre orgânicos e convencionais, dando um contraponto baseado na ciência e não em achismos, como vemos atualmente. Hoje os orgânicos representam menos de 1% do mercado, mas mesmo assim existem grupos organizados que pedem o banimento dos defensivos químicos. Trata-se de uma ideia inconsequente, mas que devido à falta de informações que rebatam esse discurso (muito bonito, é preciso admitir), conta com o apoio de muita gente, especialmente entre a população urbana.

JY: RECOMENDAMOS VOCÊ ACESSAR: http://www.mma.gov.br/seguranca-quimica/agrotoxicos

Boa sorte na pesquisa! É um assunto muito bom para discutir em sala de aula! Aproveite!