Arquivo da categoria: Agronegócio brasileiro

Mercado de Máquinas Agrícolas aquecido !

06/06/2017  JY  Geotecnologias

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Olá pessoal,

Estamos em uma ótima fase no momento quanto ao mercado agrícola!

 Com a expectativa de queda na taxa de juros temos ai uma das razões para as boas perspectivas do agro.

Em abril, as exportações de máquinas para a agricultura caíram 11,5%, na comparação com março. No entanto, no acumulado do ano, o setor cresceu 61%. Já as importações de máquinas para agricultura tiveram queda de 37,5% em abril com relação ao mês anterior, e crescimento 9,4% no acumulado do ano.

O presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, destacou a importância do desempenho do agronegócio para a indústria de máquinas e equipamentos e para a economia brasileira. “Estamos vivendo uma crise desigual no Brasil. Ao mesmo tempo em que apresentamos uma situação diferenciada, em que setores de máquinas e bens de capital caem, o segmento do agronegócio e de máquinas agrícolas continua crescendo. Nós devemos ao agronegócio e isso continua incrementando as suas fronteiras agrícolas, como a sua produção, que registra recordes (232 mi de toneladas de grãos)”, afirmou.

Ainda fala que a expectativa da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Abimaq, é que o setor cresça 15% neste ano. “Estamos nos embasando, inclusive, no novo Plano Safra, que será anunciado no próximo dia 5 de junho. A tendência é que os juros para investimento do Moderfrota caiam”, disse. “Temos certeza de que o Brasil vai retardar a queda do crescimento em função do bom desempenho do agronegócio. O agricultor continua crescendo e investindo muito”, concluiu.

 

Fonte: Clarisse Sousa

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Agronegócio no Semiárido Nordestino: 5ªEXPOPRATA Caprinos e Ovinos 2017

29/03/2017   JY  Geotecnologias

É PARAÍBA, É BRASIL !

EXPOPRATA

Olá pessoal,

O semiárido Nordestino respira o sucesso do agronegócio! Será realizado em junho, de 1 a 4 deste ano a 5ª EXPOPRATA no cariri paraibano. O evento tem por objetivo centrar pautas na caprinovinocultura familiar que terá como foco principal expor avanços tecnológicos e gerar divisas econômicas para o município e regiões vizinhas  a partir do agronegócio.

Exposições:

 * Cadeias produtivas bovinocultura leitera ; avicultura caipira ; palma forrageira ; plantas forrageiras nativas e adaptadas a região semiárida sendo essas utilizadas pelo público alvo dos projetos de desenvolvimento setorial e local.

* Público alvo: Todos os públicos ; Gestores agrícolas, Produtores rurais, Engenheiros agrônomos e Agrícolas, Estudantes, Professores, Mestres e afins.

* Objetivo: Geração de renda, turismo, empregos, pesquisas, etc.

Participe dessa cadeia produtiva !

 

INNOVACIONES GEOESPACIALES PARA EL CAMPO BRASILEÑO*

29/12/2016  JY Geotecnologias

Hola todos,

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El uso de geotecnologías está vigente en la sociedad contemporánea. Es fácil ver cómo los dispositivos electrónicos que proporcionan el sistema de posicionamiento global, conocido como GPS – excedieron las fronteras del mundo académico y empresarial para alcanzar e influir en las actividades cotidianas. Sin dudas un gran éxito.
En el mundo actual, la información geoespacial se utilizan para generar rutas de viaje mejor ubicación guía e incluso indicar horarios de transporte público. Si estas herramientas diseminado más profundamente en la sociedad, en la actividad agrícola, son ya bastante consolidada.
La extensión territorial de Brasil, la diversidad y complejidad de sus biomas son desafíos para el conocimiento y uso del territorio nacional. La geotecnología, a su vez, son uno de los instrumentos  labores de inteligencia, gestión territorial y monitoreo.
Casi todos los directores de planificación y actividad de la agricultura en las escalas nacionales, regionales o locales, pueden beneficiarse del uso de información geoespacial. Mapas e imágenes de satélite, por ejemplo, se utilizan para la planificación y gestión de los recursos disponibles y en las políticas públicas.
Imágenes de satélite, mapas digitales y bancos de datos geocodificados se conjugan para asignar, administrar y monitorear la agricultura en diferentes escalas. Varios procedimientos le permiten detectar, identificar, calificar, cuantificar y cartografiar áreas agrícolas, dinámica temporal y el uso de los recursos naturales con eficacia, rapidez y precisión.

Aquí en Brasil hay una empresa que trabaja con investigaciones y utiliza las geotecnologías en la supervisión para la agricultura, en los estudios de inteligencia y gestión territorial en la agricultura de precisión entre otras aplicaciones. Así es la EMBRAPA – Empresa Brasileña de Investigación Agrícola. 

Además, la compañía controla el tema, con el fin de identificar las tendencias del sector en Brasil y en el extranjero agrícola, mientras que él ,por lo tanto, es un instrumento relevante para sus temas estratégicos. Esto puede observarse en el documento del sistema de inteligencia estratégica de Embrapa (Agropensa), que dibujó una visión prospectiva del sector agropecuario para los años 2014-2034.
El uso de geotecnologías en investigación agrícola es una de las premisas para la inteligencia y gestión estratégica y territorial  que puede fortalecer el desarrollo sostenible de la agricultura brasileña.

Hasta los próximos posts!!!!

ÁFRICA X BRASIL: Cultivo do Algodão em sistema de plantio direto*

06/10/2016   JY Geotecnologias

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Olá pessoal,

A nossa querida Embrapa Algodão aqui de Campina Grande, está com um projeto de capacitação de pesquisadores africanos.

A capacitação dos pesquisadores africanos em sistema de plantio direto marca o início da segunda fase do projeto de Fortalecimento tecnológico e difusão de boas práticas agrícolas para o algodão nos países do C-4 e Togo.

“O algodão é considerado pelos países africanos produtores como a locomotiva principal, mas também é preciso proteger o solo para garantir a sustentabilidade alimentar do sistema de produção”, afirma o coordenador do projeto Cotton 4 + Togo, José Geraldo Di Stefano.

Neste ano também serão realizadas capacitações voltadas principalmente aos técnicos das estações de pesquisa, vulgarizadores (multiplicadores) e produtores abordando os três eixos tecnológicos do projeto, o plantio direto, Manejo Integrado de Pragas e a planta do algodoeiro.

Para fortalecer a adoção das tecnologias divulgadas pelo projeto dentro da dinâmica dos diferentes sistemas de produção dos cinco países foram implantadas 19 Unidades Comunitárias de Aprendizagem. “Essas unidades nos permitirão medir com precisão os resultados do Manejo Integrado de Pragas, o desempenho das diferentes variedades de algodão e principalmente o efeito do plantio direto sobre as culturas”, explica.

Di Stefano salienta que a capacitação e a revitalização das estações de pesquisa são os principais alicerces do C-4 + Togo nesta segunda fase. “A revitalização dos laboratórios possibilitará o apoio necessário para subsidiarem as dificuldades do sistema de produção, fortalecendo a oportunidade da elaboração de projetos de pesquisa, assim podendo consolidar a importância das instituições de pesquisa nos seus respectivos países”, declara.

A capacitação se encerrou nesse último dia 2 de outubro. Durante a cerimônia de abertura estiveram presentes o diretor do Instituto de Economia Rural (IER) do Mali, Boureima Dembele, o secretário geral do Ministério da Agricultora do Mali, Daniel Siméon Kelema, o encarregado de negócios da embaixada brasileira, André Bueno, o chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa, e o coordenador geral da gerência de África, Ásia e Oceania da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Nelci Caixeta.

Cotton 4 + Togo

Desenvolvido pelo Brasil em conjunto com Benim, Burquina Faso, Chade, Mali e Togo, o projeto Cotton-4 + Togo tem por objetivo ajudar os cinco países africanos a desenvolver o setor cotonícola, aumentando a produtividade, a diversidade genética e a qualidade do produto cultivado. O projeto é coordenado pelaAgência Brasileira de Cooperação (ABC) em conjunto com a Embrapa.

Na primeira fase, iniciada em 2010, foram alcançados resultados duradouros, com destaque para a implantação, no Mali, de um complexo de escritórios, laboratório de entomologia para a criação de inimigos naturais das principais pragas da planta do algodoeiro na região, câmara fria para armazenamento de recursos genéticos, galpão para beneficiamento de amostras e espaço para gerador de energia. Além disso, houve revitalização dos laboratórios de solos e biotecnologia.

A nova fase tem como objetivos contribuir para o aumento da competitividade da cadeia produtiva do algodão nos países do C-4 e Togo, adaptar tecnologias competitivas para o cultivo do algodão em pequenas propriedades e reforçar as capacidades das instituições coexecutoras para o desenvolvimento de soluções tecnológicas adequadas ao setor produtivo algodoeiro dos países parceiros.

Por: Edna Santos (MTB-CE 01700)
Embrapa Algodão  (83)3182-4361

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo: Tecnologia do agronegócio acessível para qualquer agricultor

24/08/2016   JY  Geotecnologias

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Olá pessoal, segue aqui uma publicação feita por Antônio Morelli, o qual retrata hoje a evolução que a tecnologia aplicada no campo vem fazendo no setor do agronegócio. Muito bem explicado, gostei muito.

Há tempos, o crescimento constante da tecnologia vem sendo discutido no mundo inteiro. Seu avanço em todos em setores é admirável. As empresas buscam, por meio dela, garantir cada vez mais benefícios e praticidade aos consumidores. O setor de agronegócios, com sua importante participação econômica, também vem apresentando cada vez mais opções tecnológicas aos produtores rurais e empresários do setor agrícola.

É certo que a tecnologia chegou para auxiliar o setor do agronegócio. Atualmente, o agricultor já consegue, por exemplo, monitorar sua plantação de diversas formas e sem precisar sair do conforto de sua casa. Uma das opções tecnológicas que possibilitam esse monitoramento remoto, é o uso de imagens de satélites, que permitem visualizações por meio do computador do produtor, de um tablet e até mesmo de um celular.

Contudo, no Brasil o perfil de muitos agricultores indica pequenas propriedades, com administração familiar e, em muitos dos casos, não têm condições de contratar um consultor técnico ou um serviço de mapeamento de sua plantação. Obviamente, a maioria dos pequenos produtores não possui o mesmo poder aquisitivo de grandes produtores, mas as necessidades, as “dores” continuam sendo bastante próximas. E isso é natural, já que em todo e qualquer trabalho, precisamos lutar para crescer.

Então, como o agricultor que possui poucos recursos financeiros pode aplicar a tecnologia em sua produção? Quais são as saídas para conseguir otimizar tempo e economizar dinheiro, gerando mais lucro e qualidade em seus produtos? A resposta para essas e outras questões semelhantes, pode estar na melhoria do planejamento e da gestão. Esse é o futuro de todas as organizações.

A maior parte das tecnologias de mapeamento é inviável para os pequenos produtores. Porém, já existem no mercado opções mais baratas capazes de oferecer mapas, gráficos, números de produção de fácil visualização e operação. Uma das saídas é apostar em ferramentas capazes de mapear e prever a produtividade. Atualmente, é possível encontrar esse tipo de tecnologia inovadora por um sistema muito parecido com o streaming de filmes Netflix, pagando uma taxa de assinatura de R$19,90 e a partir de R$ 0,20 centavos por hectare. Por isso, acredito que o planejamento e a organização são fundamentais para obter lucro e crescimento no segmento agro. Muitas vezes achamos que algo não está ao nosso alcance, simplesmente por não estarmos atentos à inovação.

Pensando neste contexto, resolvi escrever esse artigo para mostrar que já existem plataformas no mercado que possibilitam o acesso a informações fundamentais e preciosas a qualquer produtor, pois são capazes de estimar, informar e projetar a produtividade agrícola em menos de um minuto. Isso é possível por meio de muito desenvolvimento tecnológico, pesquisas em inovação metodológica, estudos que resultaram num complexo algoritmo capaz de realizar previsões com taxa de acerto superior a 90%.

Essas informações permitem o melhor planejamento da lavoura, da identificação de problemas como pragas e aplicação de insumos até a comercialização da sua safra no melhor período. Meu conselho para os agricultores que estão um pouco desconfiados das novas tecnologias, é que se programem para receber a inovação. O futuro dos campos brasileiros é brilhante e você pode fazer parte dele. Não se prenda à extensão de suas terras, veja além, alcance mais, seja parte da revolução, realize seu potencial. Nós acreditamos nele.

 

Até os próximos posts.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terra e Sustentabilidade: benefício dos sistemas agrícolas

15/08/2016     JY  Geotecnologias

Olá todos,

Os sistemas agrícolas de hoje estão cada vez mais atrativos em termos de produção e rapidez nos negócios. Observando o vídeo abaixo pude compreender a vantagem de um manejo tão bem elaborado quanto o sistema de  Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), que tem como objetivo integrar produção de alimentos, fibras, energia e madeira, realizados na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação.
O documentário Terra e Sustentabilidade  as vantagens da recuperação de áreas e integração de cultivos como a redução de custos de produção, melhor uso da terra, mais eficiência no uso da mão de obra e dos recursos de produção e uso adequado de energia, além da redução de emissões de gases de efeito estufa.
A John Deere participa ativamente do programa integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). A empresa apresenta aos produtores, por meio de dias de campo, os benefícios sociais, ambientais e econômicos da rotação de culturas, com pastagens e plantio de espécies florestais.

Assista ao vídeo que você pesquisador, estudante e produtor, não irá se arrepender!

Deixo aqui também uma cartilha super interessante sobre o que diz essa Integração:

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

Boa sorte em sua pesquisa !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma Salva de Palmas para o Algodão

11/05/2016  JY  Geotecnologias

Representantes de diversos países visitaram as áreas experimentais do programa de melhoramento genético do algodoeiro da Embrapa Algodão, no último dia 7 de maio. Eles estiveram em Goiânia na semana passada, participando da 6ª Conferência Mundial de Pesquisa do Algodão, e aproveitaram a oportunidade para conhecer in loco o trabalho que vem sendo realizado pela equipe da Embrapa Algodão na sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás, GO.

Acompanhados pelo chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa, e a equipe de melhoramento genético do algodoeiro, os visitantes conheceram os campos de melhoramento, casas de vegetação e laboratório onde estão sendo selecionadas linhagens convencionais e transgênicas para resistência às principais doenças do algodoeiro nos cerrados, tais como a doença azul, ramulária, mancha angular, e nematoides, além de algodões de fibra longa e tolerantes à seca.

“Nós consideramos a produtividade, o percentual de fibra, a qualidade da fibra e a resistência às doenças e nematoides em todas as plantas e linhagens que selecionamos. O foco principal no programa para o cerrado é obter linhagens de elevada adaptação ao ambiente e sistemas de produção no cerrado, que conciliem elevado potencial produtivo, fibra de alta qualidade e resistência às principais doenças e nematoides”, informou o líder da equipe de melhoramento do algodoeiro da Embrapa, Camilo Morello.

Também foram apresentados os experimentos com as culturas de cobertura para o plantio direto do algodoeiro e espécies para rotação e sucessão de culturas como milho, sorgo, crotalária, milheto, entre outras.

No dia 5, outra comitiva composta por pesquisadores Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA/ARS), da Universidade da Geórgia e representantes da Bayer também visitou a estação experimental da Embrapa Algodão, em Santo Antônio de Goiás. O grupo foi recebido pelo chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Flávio Breseghello, que explicou que a Embrapa Arroz e Feijão atua como uma Unidade-Hub para facilitar a condução de trabalhos em rede dentro da Empresa. “O trabalho em parceria entre as Unidades faz parte da estratégia de atuação descentralizada da Embrapa em todo o Brasil”, afirmou.

Após a visita, o pesquisador do USDA/ARS, Johnie Jenkins, referência mundial em melhoramento genético do algodão, parabenizou a Embrapa pelas instalações e pelo trabalho da equipe. “O trabalho que vocês estão fazendo vai ser muito importante para o futuro do algodão no Brasil”, declarou. E acrescentou: “Eu acredito que o Brasil tem tudo para ser líder mundial em agricultura.”

Fonte: Embrapa

Evolução tecnológica da soja

11/05/2016   JY Geotecnologias

E ai pessoal?!

Com o extraordinário avanço do conhecimento da genética, estatística e a fisiologia, os cientistas ampliaram a capacidade de criar plantas mais produtivas, capazes de brotar e produzir em menos tempo, mais resistentes a insetos, doenças, seca, calor e umidade, e com melhor qualidade nutricional.

No caso da soja, isso exigiu que se modulasse a expressão dos mais de 45 mil genes que controlam o seu desenvolvimento, melhorando sua capacidade de transformar CO2, água, luz solar e nutrientes em carboidratos, óleos, proteínas e inúmeros outros componentes essenciais à agroindústria moderna. De uma produção de grãos irrisória, no início do século XX, a soja chegou aos dias de hoje produzindo a média de 3 toneladas por hectare e recordes de produção superando 8 toneladas por hectare. No Brasil, o acervo de conhecimentos e tecnologias incorporados nesse cultivo permitiu que, de um quase nada nos anos 1960, se alcançasse 99 milhões de toneladas na safra corrente.

Sem dúvida, o avanço tecnológico mais fascinante da soja é a sua adaptação ao mundo tropical, processo liderado por cientistas da Embrapa e de universidades brasileiras. Até os anos 1960 seu cultivo estava confinado apenas ao Sul do Brasil, de clima temperado, com dias curtos e noites longas, iguais aos da sua região de origem, na Ásia. Hoje, com alterações genéticas e tratos culturais específicos, ela cresce saudável em qualquer lugar do país, até mesmo acima da linha do Equador. A soja moderna também se tornou muito eficiente na simbiose com bactérias que capturam o nitrogênio da atmosfera, o processam e o fornecem às suas raízes, outra inovação disseminada pela Embrapa. Assim, a agricultura brasileira economiza todo ano cerca de 5 bilhões de dólares, que seriam gastos se a soja precisasse receber nitrogênio via adubos químicos.

A biotecnologia moderna, fundamentada na biologia molecular, na biologia celular e na engenharia genética tem produzido profundas mudanças no desenvolvimento de novas variedades de soja. Plantas modificadas para resistência a herbicidas e insetos já ocupam mais de 90% da área cultivada no Brasil. Além disso, a nova tecnologia de edição de genomas, denominada CRISPR-Cas9, promete revolucionar a ciência da modificação genética, sem necessidade da transgenia, ou transferência de genes de um organismo a outro.  Com essa técnica será em breve possível editar o genoma, como se edita um texto, removendo ou alterando partes do DNA da própria planta para modular características desejáveis.

Portanto, quando alguém se referir à agricultura de commodities, como a soja, como algo atrasado e de baixa tecnologia, reflita. Conforme nos mostra a história da soja, nada é mais avançado que a vida transformada pelo conhecimento para atender às necessidades da sociedade e da natureza. O grão dourado expressa sete mil anos de conhecimento humano e mobiliza um arsenal tecnológico que molda os setores agroalimentar e agroindustrial em todo o mundo. E o seu sucesso aguça a grande vocação do Brasil, de se tornar o maior país agrícola do mundo.

Fonte: Artigo publicado na edição do jornal Correio Braziliense

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mapas temáticos para áreas de cafés do Brasil

27/04/2016  JY Geotecnologias

Olá pessoal,

Semana passada dia 15 de Abril, o Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (CDPD) do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), se reuniram com as demais entidades  e representantes da cadeia produtiva (CNC, CNA, Abic, CeCafé e Fundação Procafé) e do Governo Federal para discutir estratégias que viabilize o andamento de uma demanda antiga, o aprimoramento das estatísticas oficiais brasileiras propondo o georreferenciamento do parque.

Em reunião prévia realizada na sede do CNC, em Brasília (DF), o setor definiu a implantação do sistema de monitoramento do parque cafeeiro, o qual incluirá:

1. mapeamento do cinturão produtor com base em imagens; 2. levantamento dos pontos de dúvida e validação do mapa em campo; e 3. validação estatística do mapeamento.

O produto a ser gerado deve conter: a) mapas temáticos digitais, por município, dos cafezais em produção e formação, estratificados por arábica e conilon, para os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Rondônia, Goiás e Distrito Federal; b) caracterização do parque cafeeiro com relação à altitude, à declividade e à face de exposição; c) criação e disponibilização de banco de dados espacial, com acesso pelos contratantes; (d) atualização periódica do mapeamento.

A reunião contou com a participação do assessor especial para o café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Niwton Castro Moraes, que informou aos presentes sobre o andamento do projeto de mapeamento do parque cafeeiro mineiro, que tem previsão para ser concluído em 2017.

No CDPC, a proposta do setor privado foi acatada e definiu-se, como encaminhamento, que a cadeia produtiva, com o apoio da Embrapa Café, criará um termo de referência para apresentação de projetos por instituições com experiência comprovada em georreferenciamento de culturas agrícolas, em especial as perenes. Com isso, será criada uma base de comparação para análise das propostas a serem apresentadas, cuja avaliação ocorrerá no âmbito do Comitê.

Os próximos passos serão a seleção da melhor proposta, definição do financiamento e aprovação pelo CDPC, onde serão estipuladas as diretrizes para o começo, de fato, da implementação do georreferenciamento no parque cafeeiro do Brasil, o que contribuirá para gerar mais credibilidade ao sistema estatístico de nossa cafeicultura.

SIMCAFÉ

Também na quinta-feira, o presidente executivo do CNC, Silas Brasileiro, participou da oitava edição do Simpósio do Agronegócio Café da Alta Mogiana (Simcafé), o principal evento da cafeicultura nessa região paulista, que é realizado, em Franca (SP), pela nossa associada Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec).

O presidente do Conselho Nacional do Café ministrou palestra a respeito das “Políticas públicas para defesa e desenvolvimento da cafeicultura promovidas pelo CNC”, apresentando os trabalhos que são realizados pela entidade em prol de uma atividade cada vez mais sustentável em seu tripé ambiental, social e econômico, principalmente no que diz respeito aos produtores.

Entendemos que o Simcafé vem em uma crescente muito significativa e já se consolidou como o maior evento da principal região produtora do Estado de São Paulo. Sua intenção de unir difusão de conhecimento à exposição de produtos e excelentes opções de compra foi uma combinação completamente acertada e gerou crescimento em público e receita.

O CNC enaltece e parabeniza a Cocapec pelo trabalho realizado na busca por melhorias a seus associados e aos atores da cadeia café das regiões onde atua e endossa as palavras de esperança do presidente da cooperativa e coordenador do Conselho, Maurício Miarelli, pois também acreditamos na força do cooperativismo e que uma boa safra está por vir na região, após o enfrentamento de colheitas difíceis em função das adversidades climáticas nos dois anos anteriores.

MERCADO

Os contratos futuros do café arábica recuperaram parte das perdas acumuladas na semana anterior, recebendo sustentação de compras realizadas pelos operadores comerciais e da ausência de vendedores.

Segundo analistas, os fundos de investimento menos comprados também podem favorecer a sustentação dos preços. Por outro lado, algumas consultorias apontaram que o desempenho do real segue como a principal variável para as cotações cafeeiras.

Na semana, o dólar comercial recuou 3,35% frente à moeda nacional, ficando cotado a R$ 3,476. Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2016 do Contrato “C” avançou 270 pontos, finalizando o pregão de ontem a US$ 1,2315 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento maio do café robusta fechou a US$ 1.523 por tonelada, com ganhos semanais de US$ 10.

Como ocorrido nas semanas recentes, o mercado físico brasileiro permaneceu travado. Mesmo com a recuperação dos preços internacionais, as cotações internas não evoluíram significativamente devido ao câmbio. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para os cafés arábica e robusta fechou a quinta-feira a R$ 465,86 por saca e a R$ 376,52 por saca, respectivamente, com variações semanais de +0,4% e -0,8%.

Fonte: portalcafe

VIABILIDADE AMBIENTAL E ECONôMICA DOS PLANTIOS DE UMBUZEIROS DO SEMIÁRIDO

10/03/2016   JY  Geotecnologias

Natural da Caatinga, o umbuzeiro é uma alternativa importante às famílias agricultoras que buscam o extrativismo de frutas nativas como forma de convivência com o Semiárido e geração de renda. Mas, para que essa alternativa possa perdurar, é fundamental que a Caatinga seja conservada e novos plantios aconteçam. Outra característica que faz da espécie um aliado da convivência com o Semiárido é a possibilidade de usos do umbu, bem como a diversificação à base de produtos da fruta – umbu desidratado, doce de compota, doce de corte, calda, sorvete, entre outros.

Segundo informações da Embrapa Semiárido, os umbuzeiros, em sua maioria centenários, têm dificuldades de deixarem descendentes. Isso porque acabam sendo pastejados, principalmente por ovinos e caprinos. Um caminho, portanto, é a renovação das populações de umbuzeiros a partir do enriquecimento da Caatinga. De que forma? Implantando mudas em áreas protegidas, para impedir o pastejo.

Recomenda-se que o plantio das mudas aconteça no período de chuva, em trilhas abertas no meio da vegetação nativa. Para quem está interessado, algumas dicas:

Como obter mudas de umbuzeiro

Elas podem ser conseguidas via propagação sexuada (plantio dos caroços) ou assexuada (utilizando vegetativas, como estacas, borbulhas e ponteiros para enxertia).  A propagação por semente tem germinação lenta, o que pode dificultar a produção comercial de mudas. Mudas oriundas de sementes contribuem para enriquecer a Caatinga e formar porta-enxertos, mas demoram, em média, 10 anos, para iniciar a produção de frutos.

A enxertia é um método de propagação vegetativa mais rápido.Plantas enxertadas iniciam a produção por volta de 4 anos de idade.

Veja mais na Cartilha Uso Sustentável do Umbuzeiro – Estratégia de Convivência com o Semiárido, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA):  Clique aqui.

Para melhor aproveitar o umbu

Como o umbu estraga rápido e o umbuzeiro propicia apenas uma safra por ano, a comercialização dos frutos in natura pode ficar comprometida. Sendo assim, uma alternativa é o processamento – transformação do fruto em produtos derivados. Importante lembrar: ao processar, não descarte as sementes. Elas podem contribuir na produção de mudas e de porta-enxertos, sem falar do enriquecimento da Caatinga.

Saiba mais da experiência de beneficiamento de umbu da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (COOPROAF). Cliqueaqui.

Leia também a experiência sistematizada da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC): aqui.