Arquivo da categoria: Agricultura e Engenharia

Mapeamento de doenças em regiões produtoras de citros

08/11/2017   JY Geotecnologias

Resultado de imagem para mapa brasil citros

Olá pessoal,

Vai rolar ainda essa semana um workshop mostrando a Ocorrência e caracterização de fitoplasmas associados a sintomas de HLB em citros e sua interação com Candidatus Liberibacter spp, um evento a ser realizado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e parceiros nos dias 9 e 10 de novembro.

O workshop é aberto a pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação e ocorrerá no auditório central desta Unidade Descentralizada da Embrapa, com um total de 70 vagas e inscrições até 6 de novembro, neste caso já encerraram ok.  Segundo o coordenador do projeto “Ocorrência e caracterização de fitoplasmas associados a sintomas de HLB em citros e sua interação com Candidatus Liberibacter spp” na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Márcio Martinello Sanches. A programação conta com palestras com resultados de pesquisa e também sobre ações de ordem prática para detectar e mapear a presença da doença nas regiões produtoras. Os palestrantes vão apresentar um mapeamento sobre a situação do HLB em Minas Gerais, Paraná e São Paulo, além de abordarem os potenciais vetores do fitoplasma em citros.

A pesquisadora Olinda Martins, Márcio Sanches apresentará os resultados do diagnóstico de HLB e fitoplasmas alcançados em amostras foliares de citros e plantas daninhas. Sanches comenta que o evento atualizará o público interessado nas ações de pesquisa sobre o projeto homônimo ao evento, bem como nas atividades desenvolvidas num cenário mais amplo do chamado Arranjo HLB, que reúne todos os projetos de pesquisa relacionados a este tema e conduzidos pelos centros de pesquisa da Embrapa. Também oportuniza novos conhecimentos que serão levados ao workshop por meio de instituições parceiras.

Para mais informações acesse o site do evento: aqui.

 

Fonte: EMBRAPA

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Rumo as práticas agrícolas sustentáveis

22/12/2016  JY  Geotecnologias

Resultado de imagem para agricolas sostenibles

Olá caros leitores,

Trouxemos para vocês um questionamento feito pelo José de Sampaio,diretor de meio ambiente da Sociedade Rural Brasileira, no qual aponta soluções para as boas práticas de uma agricultura mais sustentável. Vejamos então…

Na busca de soluções que tornem a atividade agrícola sustentável, identificamos:

1- A necessidade de potencializar a utilização de novos conhecimentos oriundos de práticas e tecnologias, que possibilitem a produção agrícola sem agressão ao meio ambiente. Estas práticas forçosamente devem ser economicamente viáveis no longo prazo para não comprometer sua continuidade. Basicamente elas deverão: minimizar o uso de agroquímicos e conservar o solo, a água e a biodiversidade; atendendo assim aos interesses das gerações futuras.

2- A necessidade de remover as barreiras econômicas, institucionais e culturais, contrárias à implantação deste novo modelo de produção.

Dentre os novos conhecimentos e práticas agrícolas, devemos destacar:

Gerenciamento Integrado

Consiste na aplicação de práticas de interação que precisam ser seguidas por parte dos agricultores, exigindo deles maior habilidade e destreza no desempenho de suas funções. Isto levará à utilização adequada das técnicas agrícolas, tornando-as assim menos agressivas ao meio ambiente.

Adubação

Com relação à adubação, as aplicações de fertilizantes, tanto orgânicos, como sintéticos, precisam ser cuidadosamente estabelecidas de acordo com as necessidades da cultura, época do ano apropriada e características do solo.

Para reduzir o uso de fertilizantes sintéticos com eficiência, os agricultores devem monitorar regularmente, por meio de testes, as necessidades nutricionais de suas culturas, aplicando apenas as quantidades necessárias, nos momentos convenientes. Outros fatores também precisam ser considerados, como temperatura, umidade do solo, e danos causados por insetos e doenças.

Irrigação

A irrigação causará o menor impacto ambiental possível se fizermos uso de sistemas que forneçam apenas a quantidade precisa de água; adaptada a uma drenagem apropriada, para prevenir os efeitos de erosão e salinização.

Controle de erosão

O uso de coberturas mortas, juntamente com as práticas preventivas, como o plantio em curvas de nível, é de suma importância no combate à erosão. As operações mecanizadas devem ser reduzidas ao mínimo, utilizando tratores e implementos agrícolas especialmente desenvolvidos para conservar a cobertura do solo.

Além disso, assim como no manejo da água, devem-se combinar técnicas de cultivo que respeitem a estrutura e estabilidade do solo. As soluções para o controle de erosão agrícola precisam ser analisadas caso a caso, considerando-se as características locais do solo, problemas potenciais, técnicas e custos concernentes à solução desejada.

Manejo integrado de pragas

Estratégias alternativas no manejo integrado de pragas têm avançado bastante ultimamente, mas ainda configuram-se em um grande desafio para a agricultura sustentável.

A agricultura intensiva caracteriza-se pelos altos níveis de pesticidas sintéticos que utiliza, que são frequentemente aplicados como medida preventiva e sempre considerando as piores hipóteses, dando pouca atenção à infestação inicial.

Este procedimento, em muitos casos, compromete os suprimentos de água, a fertilidade do solo e a saúde humana e animal; além de ser bastante dispendioso aos agricultores. O uso contínuo de elevados níveis de pesticidas sintéticos leva ao aparecimento de espécies resistentes aos defensivos químicos. As formas de agricultura que pretendem alcançar a sustentabilidade trabalham envolvendo todo o sistema de produção no controle de pragas e doenças.

Os sistemas integrados envolvem: variações de culturas (intercalares e rotação), fertilização, práticas de preparo do solo, monitoramento de pragas, uso de variedades resistentes, uso de controle biológico (particularmente: insetos benéficos, ferormônios, macho esterilidade, etc.) e quando necessário, aplicações precisas de pesticidas menos ativos biologicamente. Estas estratégias reduzem as oportunidades de desequilíbrios biológicos e minimizam os impactos ambientais.

Uma outra técnica é a manutenção de ervas daninhas sob controle ou o plantio de “culturas armadilha” para desviar os insetos da cultura principal, permitindo assim o controle de perdas por infestação de pragas. Existem grandes expectativas, que a biotecnologia forneça soluções valiosas a serem utilizadas pela agricultura sustentável. Para que isto ocorra, rapidamente, os governos devem intervir estimulando as pesquisas nesta área.

Informação como insumo

O desenvolvimento e a disseminação de novas práticas e tecnologias entre os agricultores são a chave para o sucesso na implantação das práticas agrícolas sustentáveis. Torna-se cada vez mais claro, que a agricultura sustentável não significa um retorno às antigas práticas, mas a incorporação de experiências de campo, dados ecológicos, avanços tecnológicos e uso de novos equipamentos na produção agrícola.

O proprietário rural, deste novo modelo de produção, precisa transformar-se num administrador “high-tech” capaz de trabalhar com a complexa inter-relação tecnologia x meio ambiente, para conseguir níveis aceitáveis de produção e lucro, minimizando, ao mesmo tempo, os impactos ecológicos indesejáveis.

Urge, redirecionar o treinamento profissional e estreitar as relações entre as instituições de pesquisa, os serviços de extensão rural e os agricultores, para possibilitar uma eficiente troca de informação entre eles.

Gerenciamento de paisagens

Esta é uma área de ativas discussões, onde as opiniões diferem de acordo com as prioridades e perspectivas de cada nação. A sociedade, como um todo, precisa desenvolver o conceito de “valores ambientais” para os diferentes usos do solo. Os agricultores deverão receber pagamentos diretos para manter parte de suas propriedades empregadas em outros usos, que não a produção de alimentos, energia e fibras.

Barreiras a serem superadas

A maior barreira à adoção de técnicas e práticas agrícolas sustentáveis é a existência de objetivos conflitantes, entre os programas e políticas agrícolas adotados. Isto agrava a complexidade das mudanças nos atuais modelos de produção.

Hoje as informações que chegam aos produtores sobre a preferência do público, dizem respeito apenas ao preço de mercado, mas desconsideram os custos sociais dos recursos naturais. Não existe valor de mercado para: manutenção das paisagens, conservação de solo, da água, da biodiversidade ou para manutenção das tradições.

Os fazendeiros não recebem nada pelo controle ou prevenção de danos ambientais. Por esta razão, os preços agrícolas não refletem os impactos que a agricultura causa ao meio ambiente. Os governos precisam estar atentos a estes aspectos e procurar soluções a nível nacional e internacional.

Concluindo, a agricultura deve ser vista como uma fornecedora de bens (alimentos, energia e fibras), serviços ambientais (ar puro, água limpa), e também de valores públicos, como a preservação ecológica. As políticas agrícolas precisam reconhecer estas atribuições.

É preciso adaptar o mercado consumidor para a colocação dos produtos da agricultura ambiental, que se preocupa em proteger os interesses das futuras gerações, manter a integridade ecológica, melhorar a qualidade de vida e cuidar da manutenção das paisagens. Só assim trilharemos a estrada que nos conduzirá, ao desenvolvimento equilibrado que tanto almejamos.

 

Até os próximos posts !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pivôs Centrais

22/09/2016     JY   Geotecnologias

Resultado de imagem para pivos centrais

Olá gente,

Trabalhar com o sistema de pivôs centrais requer bastante qualificação por parte do operador agrícola. Pois bem, a irrigação por Pivô permite aplicar, de maneira precisa, a quantidade necessária de água e fertilizantes em cada cultura, reduzindo os custos operacionais e de mão de obra, e dando resultados excelentes para o produtor.

Culturas indicadas

A irrigação por Pivô é indicada para culturas de grãos (feijão, milho, soja, etc.), tomate industrial, algodão, cana-de-açúcar, batata, cebola, alho, citrus, mamão, banana, mamão, pasto, etc.

A ANA recentemente,  atualizou informações sobre o balanço hídrico quantitativo nacional, ou seja, sobre a relação entre a disponibilidade de água e as demandas de uso dos pivôs centrais. Em termos globais, a irrigação é o principal e mais dinâmico setor usuário de recursos hídricos. Para você compreender melhor e se manter informado a respeito desse assunto, deixo aqui com você uma cartilha-relatório feita pela Agencia Nacional das Águas. Faça o download aqui: PIVÔS CENTRAIS NO BRASIL

Até os próximos posts.!

 

Terra e Sustentabilidade: benefício dos sistemas agrícolas

15/08/2016     JY  Geotecnologias

Olá todos,

Os sistemas agrícolas de hoje estão cada vez mais atrativos em termos de produção e rapidez nos negócios. Observando o vídeo abaixo pude compreender a vantagem de um manejo tão bem elaborado quanto o sistema de  Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), que tem como objetivo integrar produção de alimentos, fibras, energia e madeira, realizados na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação.
O documentário Terra e Sustentabilidade  as vantagens da recuperação de áreas e integração de cultivos como a redução de custos de produção, melhor uso da terra, mais eficiência no uso da mão de obra e dos recursos de produção e uso adequado de energia, além da redução de emissões de gases de efeito estufa.
A John Deere participa ativamente do programa integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). A empresa apresenta aos produtores, por meio de dias de campo, os benefícios sociais, ambientais e econômicos da rotação de culturas, com pastagens e plantio de espécies florestais.

Assista ao vídeo que você pesquisador, estudante e produtor, não irá se arrepender!

Deixo aqui também uma cartilha super interessante sobre o que diz essa Integração:

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

Boa sorte em sua pesquisa !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

En Brasil: Palma en tiempos de sequía es un alimento alternativo para el ganado de leche

28/07/2016    JY   Geotecnologias

Hola todos,

Aquí en Brasil, en el Estado de Minas Gerais, la producción de la leche es algo de gran importancia para los productores, aunque no tenga agua suficiente, la oferta de palma es muy grande. En mi Estado, Paraíba no es diferente, sigue la misma idea por cuenta del clima, de la región tener un extenso cultivo de palma y con eso mejorar las producciones de las fincas.

Los productores rurales invierten en el cultivo de palma de forraje como una opción para complementar la manada lechera, especialmente en épocas de sequía. Sin depender directamente de la lluvia, la planta sirve como alimento para ganado, cabras y ovejas, así como ayuda en la hidratación de los animales, puesto que consiste en 90% de agua.
Para ampliar la oferta de palma en la región, la empresa de Investigación Agropecuaria de Minas Gerais, la EPAMIG, provee plantas de semillero y permite el crecimiento a los productores locales. Según un investigador que trabaja en el sector, Polyanna Oliveira, Directora  del sector dijo que los trabajadores de extensión deben proporcionar técnicas de apoyo a todos de las unidades administrativas que plantó la palma. La investigación se basa en dos variedades de forraje: Palma grandes y pequeños o dulce. El objetivo es averiguar cuál es el mejor en cuanto a tamaño y cantidad de nutrientes.

A menudo los agricultores siembran maíz o sorgo, pero la sequía entre una lluvia y otra traen perjuicio a los productores. La palma posee nutrientes para el animal, pero no tienen fibras nutricionales y componentes de proteína además de la materia seca.

VENTAJA
Su gran ventaja es ser una buena opción para la dieta de los animales y en épocas de sequía abastece muy bien. Para darte una idea, en una sola hectárea de tierra es posible obtener más de 100 toneladas de forraje de Palma, con bajo costo y poca agua.
La palma se debe plantar 30 días antes de la temporada de lluvias y cosecha un año después de la siembra. Después de eso  el productor puede tener la palma durante todo el año y aún no tienes que plantar en épocas de sequía para usarla, dice el Coordinador de la EMATER (Empresa de Asistencia Técnica y Extensión Rural) del estado de Minas Gerais. ¡Una gran ventaja !

Hasta los próximos posts.

Fuente: EPAMIG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manuseio dos tratores agrícolas

26/02/2016  JY Geotecnologias

O trator agrícola serve para reduzir o esforço físico despendido pelo homem no preparo da terra para o plantio. Mas , ao lado dos benefícios, esse equipamento trouxe também problemas para a segurança e saúde dos trabalhadores. O vídeo aborda a questão, ressaltando a adoção de medidas ergonômicas, ao lado da prevenção aos riscos físicos e mecânicos presentes no dia a dia do tratorista.

Veja:

A importância do cooperativismo na agricultura familiar

28/12/2015   JY   Geotecnologias

A agricultura familiar está cada vez mais  inovando formas de atuar em conjunto com  cooperativas para ampliar seu mercado de comercialização garantindo, assim, renda para um número maior de famílias. O coordenador de Diversificação Econômica e Apoio à Comercialização, Agroindústria e Cooperativismo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Jurandi Gugel, explica as ações do ministério que impulsionam esse sistema econômico na agricultura familiar e reforma agrária.

Por que é importante apoiar o cooperativismo?

O grande demarcador das nossas ações de apoio à agricultura familiar e suas diversas manifestações, dentro de um conjunto de políticas de desenvolvimento rural, é o cooperativismo. Ele é uma das nossas estratégias de fortalecimento econômico da agricultura familiar e reforma agrária. A logística, ganho de escala, acesso ao mercado, volume da produção ofertada para as redes de consumidores, supermercados ou mesmo as compras governamentais são facilitadas pelo cooperativismo e associativismo. Entendemos que a forma de fazer com que a agricultura familiar se fortaleça economicamente e se coloque perante a sociedade brasileira é por meio do cooperativismo e do associativismo, em função de que essas organizações, desses milhões de agricultores e agricultoras, são a melhor forma de acesso ao conjunto de políticas públicas seja crédito, assistência técnica, habitação rural e também mercado, que é a consolidação do esforço de trabalho canalizado via produção.

Que ações o MDA têm para incentivar o cooperativismo?

No dia 22 de junho, no lançamento do Plano Safra 2015/2016, foi assinada a portaria 204 que criou o Programa Nacional do Fortalecimento do Cooperativismo e Associativismo Solidário da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Cooperaf). Ele traz um conjunto de ações e diretrizes de estratégias de apoio ao cooperativismo e associativismo. Temos dentro dessas ações o Programa Mais Gestão, que é uma assessoria técnica prestada a empreendimentos coletivos que tenham a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Jurídica, para que eles acessem um serviço que vai desde orientação à formação e capacitação de pessoas. Ele ajuda no processo de gestão dessas organizações, ajuda no gerenciamento, na administração, no planejamento. Todos esses serviços são feitos por esse programa. Sendo assim, o Cooperaf é um conjunto de ações de apoio ao cooperativismo e associativismo e o Mais Gestão vem com o foco para melhorar administração, gerenciamento e gestão interna desses empreendimentos.

Como as cooperativas e associações podem participar do Mais Gestão?

Neste momento temos publicado no site do MDA um edital de adesão das cooperativas e associação ao programa Mais Gestão. Em 2016, deveremos atender mil organizações. Atualmente, o Mais Gestão atende 450 Cooperativas. Então, as organizações interessadas em participar têm até o dia 20 de janeiro de 2016 para se inscreverem e pleitearem essa possibilidade de ter esse serviço do ministério. O Mais Gestão vai prestar assistência técnica a cada um desses empreendimentos selecionados para preparar os dirigentes das cooperativas para que eles saibam como acessar o conjunto de políticas públicas, não só do MDA, como de todo o governo.

Como funciona a assistência técnica prestada no Mais Gestão?

Para esse edital teremos, em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul, uma capacitação, que é um conjunto de 40 horas de conteúdos e metodologias para esses gerentes, de forma que todos os componentes da administração de cada uma dessas cooperativas e associações e também dos conselhos fiscais delas possam compreender toda a filosofia do que é o cooperativismo, das questões legais e formais necessárias na vida interna da organização econômica cooperativa e também, especialmente, a relação desse dirigente com o quadro social que são os agricultores e agricultoras familiares que compõem a cooperativa. Dessa forma, teremos conselhos de administração e fiscal bem preparados para cumprir seu papel como dirigente dessas organizações e, assim, potencializar a utilização da assessoria propiciada pelo Mais Gestão, dentre outras políticas do Governo Federal.

Fonte: Ascom/MDA

Irrigação racionada: entenda esse conceito !

10/12/2015   JY  Geotecnologias

As irrigações aliadas à tecnologia moderna e processos de conservação da água tendem a não causar danos à produção agrícola e ainda proporciona redução de custos.

Racionar é preciso…vamos ver porquê!

O principal produto, coligado contra o racionamento, são aqueles constituídos de um evaporímetro e um pluviômetro. Estes aparelhos são capazes de determinar com precisão a necessidade de irrigação e a quantidade de água ideal a cada lavoura, sua inovação consiste na fácil utilização, uma vez que não requer operações matemáticas, como outros dispositivos com a mesma função.

Segundo estudos feitos por Luis Henrique Bassoi, coordenador da Rede AgroHidro e pesquisador da Embrapa Cerrados, cada vez mais agricultores investem na melhoria da irrigação no plantio, além de acabar com os possíveis desperdícios relacionados a esse procedimento. Ainda para Bassoi, a economia de água na irrigação pode chegar a 30%, dependendo do sistema de produção usado, que por sua vez depende do solo, clima, técnicas de cultivo e da espécie cultivada.

No caso da região Centro-Oeste brasileira, há diversas áreas de irrigação para grande escala que são eficientes na quantidade de água demandada. “Em outras regiões, existem métodos mais eficientes, como o gotejamento, indicado para culturas perenes como café e frutíferas”, completa. Ainda segundo o professor, a irrigação no Brasil deve atingir 100 milhões de hectares até 2020. O governo tem mostrado interesse – e preocupação – com a agricultura irrigada. Em 2011, criou a Secretaria Nacional de Irrigação e em novembro de 2012 o Ministério da Integração Nacional lançou o Mais Irrigação. O programa prevê investimentos de R$ 10 bilhões para aumentar a eficiência das áreas irrigáveis, além de incentivar a criação de polos de desenvolvimento.

Um bom exemplo de empresa que é adepta da irrigação racionada e vem colhendo bons frutos desse hábito é a Fibria. Líder Mundial na produção de celulose de eucalipto a marca conta com base florestal de 970 mil hectares, dos quais 343 mil são destinados à conservação ambiental. A empresa tem duas unidades de produção de mudas, uma delas inaugurada em fevereiro em Nova Viçosa, na Bahia e ainda conta com um sistema de reaproveitamento de água pluvial na irrigação, a água da chuva acumulada nos 82 mil metros quadrados de cobertura do viveiro é canalizada para um reservatório e utilizada para irrigar as mudas.

O efluente da irrigação, juntamente com a água da chuva das áreas não cobertas, é utilizado para irrigar plantios de eucalipto situados nas imediações do viveiro. “O projeto prevê uma redução anual de 70% do consumo de água, o que, em valores, significa ganho de R$ 4 milhões e os investimentos totalizaram R$ 40 milhões”, afirma Rodrigo Zagonel, gerente de Silvicultura e Viveiro da Fibria.

Para a engenheira civil e diretora da AcquaBrasilis, Sibylle Muller, há benefícios econômico-financeiros e também ambientais no reuso dessas águas, “O reuso de água permite a substituição de volumes de água potável por água não potável (água cinza tratada ou água de chuva tratada, por exemplo), permitindo a preservação de recursos hídricos naturais para uso em fins mais nobres, onde seja necessária a água potável, como para consumo humano. A redução do consumo de água potável oferecida pelas concessionárias permite a redução do valor da conta de água, resultando em economia direta para os usuários”, explica.

Por fim, a engenheira ainda destaca que o reuso de água é importante não apenas pelo fim do desperdiço na irrigação, mas também para uma economia para as empresas, que chegam a uma média de 50% a partir do reuso de água e claro, pelo fato de a plantação não sofrer com as secas que o país pode enfrentar, já que com os sistemas de irrigação racionada, sempre haverá um reservatório de água pronto para ser usado no plantio.

Para o pesquisador da Unesp, o Edmar José Scaloppi, especialista em hidráulica, irrigação e drenagem em Botucatu, explica que modelo de irrigação racionada é tendência no mundo devido à escassez hídrica.

Até os próximos posts !

Fonte: agricultura.com

Água na agricultura : redução de consumo, garantia de economia.

11-11-2015  JY Geotecnologias

Visando a garantia da sustentabilidade, os aplicativos vieram de vez para revolucionar a forma com que as pessoas se relacionam com o consumo. Hoje, a maioria compra, viaja, pratica exercícios, cozinha e decide sobre futuras aquisições, apenas tocando na tela do telefone ou tablet. Afinal, a tecnologia está presente em diversos segmentos e agora, se consolida como solução para um problema que vem ganhando cada vez mais destaque nos meios de comunicação: a crise hídrica.

Um dos setores da economia que mais gastam, e têm a água como elemento essencial para o seu desenvolvimento, é a agricultura. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 70% de todo o recurso consumido no mundo é utilizado na irrigação das lavouras.

Em parceria com a Universidade de São Carlos, localizada no interior do estado de São Paulo, uma empresa de tecnologia que atua com foco no agronegócio, chamada Sencer, desenvolveu um aplicativo que visa reduzir em até 30 % o uso de água, o que colabora para a preservação e o uso consciente do recurso natural.

O CEO, Valdir Pavan, explica que a solução permite monitorar a temperatura e a umidade do solo em até três níveis de profundidade simultaneamente.

“Não levar em consideração alguns parâmetros, poderá comprometer a qualidade do solo levando a degradação física, química e biológica afetando o potencial produtivo. Todo o agricultor sabe que o sucesso da sua produção depende de uma série de cuidados e preparos específicos. O cuidado abrange um conjunto de práticas que, se usadas corretamente, podem fazer a diferença entre lucro ou inúmeros prejuízos”, afirma.

O aparelho funciona através de uma unidade de recepção de dados (central), quatro pontos de leitura sem fio para distribuir na fazenda e/ou pivô e um software on-line para visualização e análise dos dados, que são apresentados de forma simples e didática.

As informações coletadas são enviadas para uma plataforma online permitindo que o produtor acesse via celular ou tablet. “ Dessa forma, é possível tomar decisões relacionadas ao manejo da irrigação de forma segura e eficaz”, assegura Valdir.

Todo o processo pode ser acompanhando via internet e dispensa leitura manual, possibilitando alocar a mão de obra para outras atividades.

Outra contribuição também pode ser percebida na redução dos gastos com energia elétrica, multas provenientes do uso excessivo de agua, e no desperdício com fertilizantes. “Logo na segunda safra já é possível perceber os benefícios”, afirma o CEO.

O sistema é integrado com dados climáticos disponíveis, como previsão do tempo, índices pluviométricos, temperatura e umidade do ar, velocidade e direção do vento. “Por meio da utilização de inteligência artificial, é possível fazer análises avançadas do solo e do plantio com base em históricos, tendências e estatísticas”, reforça Valdir.

A análise mostra o histórico de cada ponto e talhão na fazenda para o produtor fazer análises mais avançadas dos talhões e da real necessidade de irrigar. Com hastes em duas profundidades, as decisões podem ser tomadas de forma mais precisas.

Com menos de um salário mínimo, é possível adquirir o sistema, deixando-o economicamente viável aos produtores, inclusive os de pequeno porte, por isso um dos grandes diferenciais fica por conta do baixo custo. Outro ponto que merece destaque, a aquisição total não resulta em um vínculo com a empresa como outros no mercado.

Junto ao agrônomo da Sencer, o produtor fará melhores planos de irrigação levando em conta o tipo de cultivo, o tipo de solo, os dados meteorológicos do local da fazenda e as medidas do solo apresentadas pelo sistema. “ Com esses parâmetros, o agricultor poderá adaptar seu plano de irrigação para cada estágio do cultivo e estações do ano”, aponta Valdir.

A ideia é futuramente incorporar outros tipos de sensores na sonda para permitir conhecer também importantes parâmetros, como pH, condutividade e as formas de nitrogênio no solo, sendo esse último um desafio.

Arani Epifânio Ferreira cultiva café e já tem instalado em sua produção o sistema da Sencer. Graças a solução, ele agora monitora tudo via internet através do tablet e consegue saber a hora exata da irrigação. “ Antes, tomava como base o tempo, percebia que o clima estava seco e ligava a irrigação até que tudo ficasse úmido e depois desligava. Mas agora este processo é feito conforme os dados do sensor, o que é bem melhor porque gera economia e não danifica o solo”, finaliza o produtor.

Fonte: Ascom

Novo algodão tolerante à seca – vamos conhecer !

18/08/2015  JY Geotecnologias

A Embrapa conseguiu um resultado extremamente promissor para a cotonicultura no Brasil: a obtenção de plantas geneticamente modificadas (GM) de algodão com maior capacidade de tolerar os longos períodos de veranico e seca a que são submetidas no bioma Cerrado, principal região produtora do País. A conquista é decorrente da introdução de um gene denominado DREB (dehidration responsive element bending) em plantas de algodão.

Nos testes, as plantas foram submetidas à retenção de água nas casas de vegetação da Embrapa Arroz e Feijão (GO) e mostraram maior desenvolvimento de parte aérea e raiz, assim como aumento de 26% na manutenção de suas estruturas reprodutivas (botões florais, flores e frutos) em relação às plantas não transgênicas sujeitas às mesmas condições de estresse hídrico. O próximo passo é solicitar à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) autorização para testar a variedade no campo, o que deverá ser feito em outro centro de pesquisa da Empresa: a Cerrados (DF).

A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma cooperação internacional iniciada em 2009 envolvendo dois centros de pesquisa da Embrapa, Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Algodão (PB), com o Japan International Research Center for Agricultural Sciences (JIRCAS), órgão vinculado ao governo japonês.

“Trata-se de um resultado muito positivo e promissor para o agronegócio brasileiro”, comemora a pesquisadora Maria Eugênia de Sá que, com a estudante de pós-doutorado Magda Beneventi, conduziu os estudos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob a coordenação da pesquisadora Fátima Grossi. Na Embrapa Algodão, as pesquisas foram realizadas pelo pesquisador Giovani Brito que, atualmente, compõe o quadro da Embrapa Clima Temperado.

As plantas de algodão tolerantes à seca podem ajudar os cotonicultores brasileiros a enfrentar uma das piores ameaças a esse setor hoje no País: a alta ocorrência de veranicos no bioma Cerrado, marcados por longos e fortes períodos de seca.

Fonte: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia