De olho no potencial das barragens subterrâneas para o semiárido !

10/08/2017  JY  Geoteccnologias

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Olá pessoal,

Achamos interessante essa matéria e pesquisa da Embrapa Solos e resolvemos mostrar aqui pra vocês! o Estado em questão é o de Alagoas, o que em termos de variação climática e problemas relacionados com a falta de chuva, não difere nem um pouco da nossa Paraíba. Veja.

OBJETIVO DA PESQUISA

O objetivo  é aumentar o acesso e uso da água de chuva em barragem subterrânea, uma das tecnologias de captação de água da chuva recomendadas pela Embrapa para convivência com o Semiárido. A ideia é realizar a espacialização territorial de ambientes potenciais para a implantação de barragens subterrâneas nas mesorregiões do Agreste e Sertão de Alagoas, bem como subsidiar tomadas de decisão na elaboração de políticas públicas voltadas para a inserção social e produtiva de agroecossistemas de base familiar.

O Projeto

O estado de Alagoas, com uma área de aproximadamente 28.000 km², apresenta significativas variações em termos de solo, geologia, clima, vegetação e recursos hídricos. Esta variação ambiental produz espaços com diferentes potencialidades de exploração agrossilvipastoril e riscos de degradação ambiental, o que torna fundamental o conhecimento destas variações na implantação de estratégias de desenvolvimento rural em bases sustentáveis.

A indicação de ambientes potenciais, agrupando áreas homogêneas, por meio do zoneamento de solos e clima, para a construção de barragens subterrâneas, é importante pela contribuição que trará para os territórios rurais do Semiárido de Alagoas. De acordo com a pesquisadora Maria Sonia, o zoneamento irá ordenar informações que propiciarão maior segurança na seleção de locais apropriados para construção de barragens subterrâneas, contribuindo, consequentemente, com o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais produtivos.

Neste zoneamento, a partir do cruzamento dos critérios atuais de seleção de local apropriado para barragens subterrâneas com os parâmetros de solo, clima, relevo, vegetação e geologia, disponibilizados no Zoneamento Agroecológico do Estado de Alagoas (realizado pela Embrapa Solos UEP Recife), será elaborado um mapa onde se delimitarão as áreas de acordo com classes de potenciais (alta, média e baixa), para a implantação de barragens subterrâneas, no Agreste e Sertão do estado. Cada classe de potencial delimitada será validada, visando aferir o mapa de potencialidade produzido, por meio do uso de sensores proximais de solos, em especial o Radar de Penetração no Solo (GPR), da implantação de unidades de aprendizagem; e da avaliação da resiliência socioecológica dos agroecossistemas frente às mudanças climáticas e eficiência de produção, em barragens já em condução, em cada classe definida.

É uma proposta de pesquisa participativa, que de forma partilhada utilizará metodologias de análise e integração ambiental.

Paralelamente ao desenvolvimento da pesquisa serão realizadas atividades de sensibilização e capacitação de agricultores e profissionais de assistência técnica e extensão rural, por meio de visitas técnicas, intercâmbios, dias de campo, cursos, palestras, seminários, workshops e oficinas.

O Semiárido de Alagoas

O Semiárido de Alagoas abrange 38 municípios, sendo uma região caracterizada pela frequente escasse, alta variabilidade espacial e temporal das chuvas, com média anual entre 400 a 900 mm, e valores médios de evapotranspiração entre 1.400 a 1.500 mm, o que limita as práticas agrícolas aos períodos de chuva.

Para a professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sara Fernandes de Souza, o grande problema enfrentado nos diversos territórios do Agreste e Sertão de Alagoas refere-se ao acesso à água, uma vez que muitas famílias não dispõem deste bem em seus agroecossistemas. “O risco da agricultura dependente de chuva e a falta de água para consumo humano e animais constituem a principal causa da baixa qualidade de vida no meio rural da região”, completou.

Diante desse quadro, no Semiárido alagoano, a questão da produção de água para obtenção de alimentos e para dessedentação humana e animal é uma prioridade que vem sendo considerada quando se trata da elaboração e execução de políticas públicas destinadas a criar condições para o desenvolvimento rural sustentável da região. Como consequência, a implantação de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água de chuva tem aumentando muito nos últimos anos, como parte de programas governamentais e da sociedade civil.

Parcerias

O projeto Zoneamento edafoclimático participativo de áreas potenciais para construção de barragens subterrâneas em unidades agrícolas de base familiar nas mesorregiões do Agreste e Sertão de Alagoas contará com uma equipe multidisciplinar e uma grande quantidade de instituições parceiras, que de forma participativa com as famílias agricultoras assegurará o cumprimento dos objetivos propostos e o atingimento das metas até 2021, ano em que se encerra a pesquisa.

O trabalho será desenvolvido numa ação conjunta entre nove unidades da Embrapa (Solos, Semiárido, Tabuleiros Costeiros, Agrobiologia, Gestão Territorial, Caprinos e Ovinos, Agroindústria Tropical, Algodão e Meio Norte); Universidades Federais de Alagoas (Ufal), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Semiárido (Ufersa); Universidades Estaduais de Alagoas (Uneal) e do Rio Grande do Norte (Uern); Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal), de Pernambuco (IFPE) e do Rio Grande do Norte (IFRN); ASA Brasil, por meio da coordenação do Programa Uma Terra e Duas águas (P1+2)  e das suas Organizações Não Governamentais em Alagoas  – Coopabacs, Cedecma, Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios, Terra Viva, Visão Mundial, Cactus e Aagra; e o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL).

Fonte: Embrapa.

 

 

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 10/08/2017, em Semi-árido Nordestino. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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