Como assim agradecer aos agrotóxicos?

19/07/2017  JY Geotecnologias

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Adoramos essa entrevista feita ao jornalista Nicholas Vital, que lançou o livro “Agradeça aos Agrotóxicos Por Estar Vivo”. Não seria um erro dizer isso? Pois bem, de acordo com ele, o objetivo do livro é equilibrar o debate entre orgânicos e convencionais, dando um contraponto baseado na ciência. O autor ressalta que entrevistou mais de 50 especialistas e consultou outras dezenas de estudos ao longo dos últimos dois anos.

As respostas mais interessantes resumimos aqui pra gente conferir:

Agrolink – Porque devemos “agradecer aos agrotóxicos por estar vivo”?

Nicholas Vital – Porque sem eles não seria possível produzir alimentos em quantidade suficiente para uma população crescente. Os idealistas pregam uma volta às origens. Eles acreditam que a agricultura orgânica é capaz de alimentar o mundo, assim como era no tempo de nossos avós, e que por isso os agrotóxicos seriam dispensáveis. Só se esquecem que a população mundial atual é imensamente maior — passou de 3 bilhões em 1960 para 7,3 bilhões em 2016 — e seguirá crescendo nas próximas décadas. Em 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas, seremos 9,7 bilhões. Até 2100, a população mundial deve ultrapassar a marca de 11 bilhões de pessoas. Será que dá para alimentar toda essa gente apenas com orgânicos, cuja produtividade é comprovadamente menor? Eu tenho certeza que não.

JY : Gente, apesar do crescimento populacional a nível de mundo, podemos pensar em fontes alternativas de produção alimentar sem o uso químico e poluidor interferindo na nossa mesa, na nossa alimentação. Existem meios de produção agrícola sustentável e fora de agrotóxicos ,que se posto em prática e incluído nas políticas públicas governamentais, diminuiríamos a grande quantidade de doenças e mortes por causa desse produto venenoso .

Agrolink – Os orgânicos podem ser ainda mais perigosos que os produtos convencionais?

Nicholas Vital – Se produzidos conforme as boas práticas agrícolas, tanto orgânicos quanto convencionais são produtos totalmente seguros, que não oferecem qualquer risco ao consumidor. No entanto, quando produzidos de forma incorreta, ambos podem causar problemas. O que pouca gente sabe é que orgânicos também podem ser extremamente tóxicos. Milhares de casos de intoxicação são causados pelo consumo de produtos orgânicos, em grande parte devido ao uso intensivo de esterco animal como fertilizante. Brotos de feijão orgânicos também foram responsáveis por pelo menos 35 mortes e mais de 3 mil casos de intoxicação pela bactéria E. coli na Alemanha, em 2011.

Agrolink – Como o medo é usado hoje em dia para ganhar mercado?

Nicholas Vital – O cenário de medo e desconhecimento, aliados a um tema delicado, como a alimentação, foram alguns dos fatores decisivos para o crescimento dos orgânicos nos últimos anos. Notícias de fontes duvidosas servem de munição para as conversas do dia-a-dia. O fato é que se não existisse um vilão (os agrotóxicos), não faria o menor sentido pagar até 300% mais pelos alimentos orgânicos. É evidente que existem interesses comerciais por trás dessa onda orgânica. Mas inúmeros estudos sérios mostram que não existe qualquer diferença, seja nutricional ou de sabor, entre os alimentos orgânicos e os convencionais. Isso é cientificamente comprovado. Segundo os especialistas,  é difícil diferenciar esses alimentos mesmo em laboratório. Outro mito diz respeito aos problemas de saúde causados pelos agrotóxicos. Não há, na história, registro de morte comprovadamente relacionada ao consumo de alimentos convencionais, por ingestão de resíduos. Também não houve aumento nos casos de câncer, apesar do uso intensivo de agrotóxicos nos últimos cinquenta anos. De acordo com a American Câncer Society, a incidência dos principais tipos da doença se manteve estável entre 1975 e 2009.

Agrolink – Como e por que surgiu essa ideia para o livro?

Nicholas Vital – Apesar do título polêmico, o conteúdo é muito ponderado, destacando também os riscos inerentes ao uso incorreto dos pesticidas. O objetivo do livro é equilibrar o debate entre orgânicos e convencionais, dando um contraponto baseado na ciência e não em achismos, como vemos atualmente. Hoje os orgânicos representam menos de 1% do mercado, mas mesmo assim existem grupos organizados que pedem o banimento dos defensivos químicos. Trata-se de uma ideia inconsequente, mas que devido à falta de informações que rebatam esse discurso (muito bonito, é preciso admitir), conta com o apoio de muita gente, especialmente entre a população urbana.

JY: RECOMENDAMOS VOCÊ ACESSAR: http://www.mma.gov.br/seguranca-quimica/agrotoxicos

Boa sorte na pesquisa! É um assunto muito bom para discutir em sala de aula! Aproveite!

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 19/07/2017, em Novidades (Eventos / Cursos / Produtos). Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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