VIABILIDADE AMBIENTAL E ECONôMICA DOS PLANTIOS DE UMBUZEIROS DO SEMIÁRIDO

10/03/2016   JY  Geotecnologias

Natural da Caatinga, o umbuzeiro é uma alternativa importante às famílias agricultoras que buscam o extrativismo de frutas nativas como forma de convivência com o Semiárido e geração de renda. Mas, para que essa alternativa possa perdurar, é fundamental que a Caatinga seja conservada e novos plantios aconteçam. Outra característica que faz da espécie um aliado da convivência com o Semiárido é a possibilidade de usos do umbu, bem como a diversificação à base de produtos da fruta – umbu desidratado, doce de compota, doce de corte, calda, sorvete, entre outros.

Segundo informações da Embrapa Semiárido, os umbuzeiros, em sua maioria centenários, têm dificuldades de deixarem descendentes. Isso porque acabam sendo pastejados, principalmente por ovinos e caprinos. Um caminho, portanto, é a renovação das populações de umbuzeiros a partir do enriquecimento da Caatinga. De que forma? Implantando mudas em áreas protegidas, para impedir o pastejo.

Recomenda-se que o plantio das mudas aconteça no período de chuva, em trilhas abertas no meio da vegetação nativa. Para quem está interessado, algumas dicas:

Como obter mudas de umbuzeiro

Elas podem ser conseguidas via propagação sexuada (plantio dos caroços) ou assexuada (utilizando vegetativas, como estacas, borbulhas e ponteiros para enxertia).  A propagação por semente tem germinação lenta, o que pode dificultar a produção comercial de mudas. Mudas oriundas de sementes contribuem para enriquecer a Caatinga e formar porta-enxertos, mas demoram, em média, 10 anos, para iniciar a produção de frutos.

A enxertia é um método de propagação vegetativa mais rápido.Plantas enxertadas iniciam a produção por volta de 4 anos de idade.

Veja mais na Cartilha Uso Sustentável do Umbuzeiro – Estratégia de Convivência com o Semiárido, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA):  Clique aqui.

Para melhor aproveitar o umbu

Como o umbu estraga rápido e o umbuzeiro propicia apenas uma safra por ano, a comercialização dos frutos in natura pode ficar comprometida. Sendo assim, uma alternativa é o processamento – transformação do fruto em produtos derivados. Importante lembrar: ao processar, não descarte as sementes. Elas podem contribuir na produção de mudas e de porta-enxertos, sem falar do enriquecimento da Caatinga.

Saiba mais da experiência de beneficiamento de umbu da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (COOPROAF). Cliqueaqui.

Leia também a experiência sistematizada da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC): aqui.

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 10/03/2016, em Agronegócio brasileiro, Gestão ambiental e meio ambiente. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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