Biotecnologia Agrícola: Dez Anos de Benefícios e um Futuro Promissor

29/07/2015    JY   Geotecnologias

HOLA TODOS ! VEJA QUE INTERESSANTE….

A biotecnologia agrícola utiliza a transgenia como uma ferramenta de pesquisa agrícola caracterizada pela transferência de genes de interesse agronômico (e, consequentemente, de características desejadas) entre um organismo doador (que pode ser uma planta, uma bactéria, um fungo, etc.) e plantas, com segurança.

Veja ilustração abaixo, que mostra a diferença entre o “melhoramento tradicional” e a “biotecnologia de plantas”:

MELHORAMENTO TRADICIONAL DE PLANTAS:

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BIOTECNOLOGIA DE PLANTAS:
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 No melhoramento tradicional, cruzam-se as espécies sexualmente compatíveis e ocorre a combinação simultânea de vários genes. Já a transgenia é uma evolução desse processo, com o objetivo de acelerá-lo e de ampliar a variedade de genes que podem ser introduzidos nas plantas. Além disso, a transgenia, como ferramenta da biotecnologia agrícola, oferece maior precisão do que os cruzamentos, pois permite a inserção de genes cujas características são conhecidas com antecedência, sem que sejam introduzidos outros genes, como acontece no melhoramento genético clássico (no cruzamento ocorre a “mistura” de metade da carga genética de cada variedade parental). A transgenia permite um melhoramento “pontual” através da inserção de um ou poucos genes e da consequente expressão de uma ou poucas características desejáveis.

Embora a biotecnologia já esteja presente há décadas no dia-a-dia da população, a maioria das pessoas considera o “tomate Flavr Savr” o primeiro produto derivado de uma planta geneticamente modificada a chegar ao mercado. Este tomate foi desenvolvido para amadurecer mais lentamente do que os convencionais, o que permitiu que a fruta permanecesse por muito mais tempo no pé antes de ser colhida e enviada ao mercado. Lançado em 1994, o melhor sabor e uma textura mais firme fizeram-no popular até que novas variedades o substituíram, no final dos anos 90.

A partir de 1995, outras culturas geneticamente modificadas chegaram ao mercado. O milho, a canola, o algodão, a soja e as variedades de batata que tiveram características específicas adquiridas pela tecnologia de DNA recombinante estavam sendo plantados em campos norte-americanos. No primeiro ano, somente poucos milhares de hectares foram cultivados, mas os fazendeiros que optaram por essas novas variedades da biotecnologia obtiveram rendimentos melhores, com menos ou nenhuma pulverização de inseticida e, como consequência, tiveram a erosão reduzida do solo e uma menor contaminação da água no subsolo.

Os críticos das culturas geneticamente modificadas alegam que não existem estudos científicos suficientes que garantam a qualidade dos transgênicos ou que provem que eles não são causadores de danos à saúde humana. O fato é que a chegada de um produto fruto da biotecnologia no mercado não é o começo de um processo, mas o resultado de um período de mais de 13 anos de pesquisa.

O nível da avaliação da fase pré-comercial feita em cada planta transgênica é de longe muito maior do que qualquer outro processo similar para uma planta não transgênica. Os testes incluem avaliações da segurança do alimento e do impacto ambiental. Para a aprovação de um produto transgênico, os pesquisadores consideram os níveis de macronutrientes, micronutrientes e anti-nutrientes, bem como o de gorduras, açúcares e proteínas. Cada gene introduzido é comparado com mais de 500 alérgenos conhecidos. Nunca, um produto alimentício geneticamente modificado foi introduzido no mercado sem passar por todos estes processos.

Ganhos ambientais

As análises ambientais das culturas geneticamente modificadas também são muito mais complexas que as habituais. Os cientistas examinam como cada planta geneticamente modificada interage com outras plantas, animais e insetos e asseguram-se que elas não representam nenhuma ameaça à biodiversidade.

O aumento da produtividade, menor impacto ambiental e mesmo a preservação da saúde dos agricultores e suas famílias são alguns dos benefícios registrados com o plantio das plantas resistentes a insetos.

O gama “de frutos” da biotecnologia que estão sendo desenvolvidos e a serem lançados é impressionante. A biotecnologia agrícola não é uma panacéia, não acabará com a fome ou as doenças, mas ajudará a resolver essas questões muito difíceis, geradas por uma população global crescente. A área de culturas transgênicas continua a se expandir, e muito em breve, o globo inteiro desfrutará desses benefícios.

Biotecnologia beneficia produção, meio ambiente e agricultores

Estudo da consultoria inglesa PG Economics, disponibilizado no mês (junho/2015), denominado GM Crops: global socio-economic and environmental impacts, mostra que as culturas geneticamente modificadas (GM) favorecem a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, proporcionando melhorias para a produtividade e para a renda do agricultor.

De acordo com o levantamento, nos 18 anos em que a biotecnologia está em uso, as culturas GM foram responsáveis por uma produção adicional de 138 milhões de toneladas de soja e 274 milhões de toneladas de milho. Além disso, a tecnologia também contribuiu com um acréscimo de 21,7 milhões de toneladas de algodão e 8 milhões de toneladas de canola.

As lavouras transgênicas permitem ainda que os agricultores produzam mais na mesma área, reduzindo a pressão sobre florestas e zonas de preservação ambiental. Se a biotecnologia agrícola não estivesse disponível para os 18 milhões de produtores que a adotaram em 2013, a manutenção dos níveis de produção global teria exigido 18,1 milhões de hectares extras plantados com de soja, milho, algodão e canola. Essa área total é equivalente a 29% das terras agricultáveis do Brasil ou 11%  dos Estados Unidos.

O relatório mostra também que a biotecnologia trouxe bons rendimentos aos agricultores, especialmente nos países em desenvolvimento. O benefício líquido em 2013 foi de US$ 20,5 bilhões (aproximadamente R$ 61,5 bilhões), o equivalente a um aumento médio de US$ 122 (R$ 366) por hectare. Nos países em desenvolvimento, os produtores receberam US$4,22 por cada dólar investido em sementes transgênicas, enquanto que nos desenvolvidos esse valor foi de US$3,88.

Para a bióloga e diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, o levantamento da consultoria inglesa é mais uma referência que se soma à extensa literatura sobre os benefícios da adoção de transgênicos. “A cada anos os estudos confirmam que os organismos geneticamente modificados são uma ferramenta com grande potencial para revolucionar a agricultura e a vida do produtor rural.” Além disso, Adriana ressalta que não há evidências científicas de qualquer prejuízo à saúde humana e animal ou ao meio ambiente causado pelos OGM.

Outra vantagem da biotecnologia agrícola apontada no relatório da PG Economics é a redução significativa das emissões de gases do efeito estufa. Isso porque, como o manejo dessas culturas é mais fácil, há menor necessidade de utilização de combustíveis. Em 2013, essa diminuição evitou que 28 milhões de toneladas de dióxido de carbono fossem jogadas na atmosfera, o equivalente à remoção de 12,4 milhões de carros das ruas por um ano.

O estudo apresenta números do cultivo de transgênicos em todo o mundo, desde 1996 até 2013, e está disponível para download no portal www.pgeconomics.co.uk.

Fonte: proterra

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 29/07/2015, em Agronegócio brasileiro. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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