CARÊNCIAS…Hídrica ou de Saneamento ?

24/03/15   JY  Geotecnologias

Ao ler meu velho e bom jornal da Paraíba, me deparei com um editorial de um certo jornalista da região falando em situação hídrica. O mesmo citou e enfatizou o fato de as águas do Rio São Francisco desaguarem em bacias assoreadas e poluídas. A situação é um tanto quanto preocupante!

A barragem em questão denomina-se Acauã que ,em alguns pontos, por ter passado por um longo período de estiagem, o local apresentou mau cheiro e muito lodo, e o que é pior, resultado de dejetos de Campina Grande.

Segundo o colunista, nada faz crer em que os problemas decorrentes desta e de outras fontes de poluição estejam resolvidos até o término do primeiro semestre de 2016, quando são esperados os fluxos do chamado Rio da Integração Nacional.

Uma questão remete à outra. O Plano Nacional de Saneamento Básico, lançado a mais de 3 anos para conectar 90% dos domicílios brasileiros  a redes de esgoto, em mais uma década e meia, não anda com a devida pressa. Hoje dispõem de tal serviço menos de 50% dos lares, num país que se diz a 7ª economia do mundo. Têm razão ,por tanto, os que apontam CARÊNCIAS do século 19 no cotidiano nacional. Duplicar o acesso da população ao serviço de esgoto nos próximos 15 anos é tarefa para qual são estimados investimentos de 420 bilhões. Ou seja, os desembolsos públicos e privados devem ficar ininterruptos R$ 20 bilhões anuais, se este e os próximos governos quiserem levar este assunto a sério.

Sabe-se, todavía, das resistências de governantes a tais projetos, tem geralmente exposto nos palanques quando os discursos verbalizam promessas. Contados os votos, o novo gestor repete o pecado daquele a quem derrotou nas urnas: o de evitar serviços enterrados, e assim, longe da vista da população.

Uma obra de saneamento tem um ciclo de 5 anos: dois para seleção, elaboração , licitação e 3 para execução. No país da descontinuidade administrativa isso é um golpe de morte nos interesses mais urgentes da sociedade.

Outro agravante está nas parcerias com Estados e municípios, o que explicaria a tímida performance, nessa área, do Programa de Aceleração do Crescimento. Prefeituras e governo estaduais exibem pro exemplo projetos defasados para redes de esgoto.

O fato é que neste terceiro Milênio, lastimavelmente, o país continua a mandar para sues cursos dágua seus dejetos de cada dia.

Fonte: Jornal da Paraíba

 

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 25/03/2015, em Novidades (Eventos / Cursos / Produtos) e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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