Agricultura de precisão em alta no campo brasileiro !

24/02/15   JY  Geotecnologias

A inovadora prática agrícola está se difundindo no Brasil e tem sido a grande aposta de muitos produtores brasileiros. De olho nas vantagens geradas pelos instrumentos, tecnologias e métodos utilizados na Agricultura de Precisão (AP), os agricultores pretendem ter um gerenciamento mais detalhado do seu sistema produtivo, aperfeiçoar o uso dos insumos, reduzir os impactos ambientais da produção e aumentar a lucratividade, a competividade e sustentabilidade.

Para contextualizar, o conceito chegou ao País no final dos anos 1990. O tema ganhou força após ser discutido em fóruns de produtores, fabricantes e acadêmicos que buscavam melhor entender os benefícios e as possibilidades das novas tecnologias nos campos brasileiros. Nessa história, a Embrapa teve um importante papel, lançando projeto pioneiro no assunto para pesquisa, desenvolvimento e transferência, em parceria com diferentes órgãos, universidades e empresas.

Tive a oportunidade de participar desse processo com o pesquisador Evandro Mantovani. Juntos, aprendemos que a grande diferença entre as técnicas de precisão e as convencionais é a noção de variabilidade das áreas e do comportamento de produção, seja em lavouras pequenas, médias ou grandes. Outro ponto a se destacar é que as questões de produtividade não podem ser trabalhadas isoladamente.

O fortalecimento da AP no País é uma feliz consequência de uma série de fatores: melhor conhecimento dos produtos pelos pesquisadores, usuários e revendedores, resultados e retornos de investimentos comprovados após o seu uso nas lavouras, crescimento da rede de suporte técnico e agronômico para facilitar o uso das tecnologias e ferramentas, maior acessibilidade a essas inovações por uma maior disponibilidade e oferta e preços mais acessíveis.

Além disso, muitos seminários e cursos sobre como operar e obter todos os benefícios de máquinas com as novas tecnologias e sobre como usar as ferramentas têm sido promovidos com apoio do governo, de órgãos de classe, como o notável Senar, e da própria indústria. Essas promoções contribuem para a divulgação das técnicas de precisão, vitais para o desenvolvimento sustentável da agricultura e para amenizar a falta de mão de obra especializada no campo. Os resultados são o crescente número de participantes e os positivos depoimentos de produtores que aprovaram a prática e já tiveram retornos.

Analisando as principais tecnologias aplicadas na AP, que já são hoje adequadas a todos os tamanhos de lavouras onde se aplica mecanização do plantio à colheita, destaco o piloto automático, o sistema de mapeamento de produtividade, o controle automático de seções para plantio e pulverização e os computadores de bordo com telemetria e softwares.

No mercado de um modo geral, a tecnologia mais adotada é o piloto automático, que já é um item de série em diversos modelos de tratores e pulverizadores e um opcional muito procurado para as colheitadeiras. Essa ferramenta oferece um retorno imediato ao produtor com ganhos de linhas plantadas por hectare, eliminação de falhas e sobreposição, diminuição de consumo de combustível por hectare e aumento da eficiência operacional. Em lavouras de cana, por exemplo, é possível notar que alguns produtores conseguem aperfeiçoar o plantio em mais de 5% o número total de linhas, têm um ganho com o aumento da produtividade por evitar o pisoteio da soqueira ao longo da vida útil do canavial e uma redução significativa nas perdas de colheita.

Uma das tecnologias mais recentes do mercado é o controle automático de seção de plantio e pulverização. O sistema identifica a área que já foi cultivada e evita sobreposições e desperdício, principalmente em áreas irregulares. Alguns estudos indicam uma economia de até 17% na pulverização, considerando uma barra de 30 metros e uma lavoura com formato irregular.

Os agricultores também encontram no mercado soluções para instalar essas ferramentas em diferentes modelos de máquinas que já estão no campo e com uma tecnologia totalmente compatível. A grande vantagem é a melhoria do desempenho do parque existente, mantendo compatibilidade com as máquinas novas que está comprando.

Fonte: MIagrícolas

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 25/02/2015, em SIG - Sistemas de Informações Geográficas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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