Irrigação com responsabilidade sustentável, um dos desafios atuais para o Brasil

05/01/15  JY Geotecnologias

 

Estamos vivendo nos últimos tempos com notícias que envolvem a baixa quantidade de água em nossos rios até para o consumo da população. Diante deste fato devemos estar mais atentos ao caminho que a agricultura vem desenvolvendo nos últimos anos com o emprego indiscriminado da irrigação como fator essencial na produtividade. A combinação de uso inadequado de sistemas de irrigação e a falta de incentivo na recuperação de áreas degradadas principalmente em nascentes, topos de morros e matas ciliares, poderá tornar inviável este modelo agrícola dentro de poucos anos.De nada adianta sistemas de irrigação sem água disponível.

O suporte para o desenvolvimento da agricultura moderna tem, entre os de maior impacto, o uso de altos níveis tecnológicos em irrigação, com mínimos custos energéticos e critérios sustentáveis que considerem fatores como a qualidade da água utilizada, aplicações de produtos químicos nas práticas agronômicas e fertilização com mínimos níveis de uso de energia. No entanto, é freqüente encontrar a incorporação e o manejo inapropriado dessa tecnologia. Um inadequado manejo e projeto de sistemas de irrigação, aplicação e manejo de fertilizantes e, o uso de águas contaminadas, diminuem a capacidade produtiva do solo e afeta seriamente a qualidade da água, especialmente subterrânea, e aumenta os custos.

Em dezembro do ano passado, entre os dias 4 e 5 em uma palestra, no Tocantins, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou ser estratégico para a produção agrícola “irrigar mais cinco milhões de hectares em todo o país, gerando oito milhões de novos empregos, além de melhorar os índices de competitividade do setor agrícola”. A declaração faz parte de palestra que ela proferiu no painel “O potencial irrigável no Tocantins, no Brasil e no mundo e a logística do eixo Arco Norte do Brasil”. Segundo ela, um dos grandes desafios do país está em dobrar a área irrigada, com responsabilidade sustentável e ambiental.

A presidente da CNA apresentou levantamento com dados oficiais e fez algumas estimativas preliminares que indicam necessidade de investimentos da ordem de R$ 55 milhões para irrigar toda esta nova área. Segundo Kátia Abreu, o Brasil possui perto de 12% da água doce superficial do planeta, representando um potencial de irrigação de até 29,5 milhões de hectares. No entanto, destacou, apenas 5,4 milhões de hectares são irrigados, o que corresponde a 19% do total da área irrigável do país. A mesma ainda afirma que precisamos ter a consciência de que podemos avançar muito nesse setor, principalmente utilizando mecanismos de tecnologia que ajudem na evolução da nossa produção agrícola e industrial, assegura Kátia Abreu.

Fonte: agricultura.com

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 05/01/2015, em Agricultura e Engenharia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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