Meteorologia da Austrália aponta alerta de EL NIÑO

19/11/14  JY Geotecnologias

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O QUE DIZER DO EL NIÑO?

O Oceano Pacífico na região dos trópicos está mostrando sinais renovados de condições de El Niño, disse na terça-feira (18/11), o Bureau Australiano de Meteorologia.
A agência elevou seu sistema de monitoramento para “alerta” ante “observação”, indicando que há pelo menos 70 por cento de chance de ocorrência de El Niño. O fenômeno climático é o aquecimento da água da superfície do Pacífico, que ocorre a cada 4 a 12 anos.

O El Niño pode provocar seca em algumas partes do mundo (aqui no nosso Nordeste por exemplo) e chuvas excessivas e enchentes em outras !

O escritório acrescentou que nem todos os indicadores passaram a apontar para o El Niño, mas disse que mesmo que o fenômeno não ocorra com intensidade total, as temperaturas mais elevadas no oceano “aumentam as chances de impactos semelhantes aos do El Niño”.

ENTENDENDO O PROCESSO…

O fenômeno “El Niño” é uma ruptura do sistema oceano-atmosfera no Pacífico Tropical tendo importantes conseqüências para o tempo em todo o globo terrestre. Entre essas conseqüências estão o aumento da precipitação no sul da América do Sul, atingido proporções catastróficas como em 1983, e secas no mesmo período nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil.
O aumento dos fluxos de calor sensível e de vapor d’água da superfície do Oceano Pacífico Equatorial para a atmosfera, sobre as águas quentes, provoca mudanças na circulação atmosférica e na precipitação em escala regional e global, que, por sua vez, provocam mudanças nas condições meteorológicas e climáticas em várias partes do mundo. A Figura abaixo mostra distribuição global dos efeitos conhecidos do “El Niño” nos meses de verão do Hemisfério Sul.

el nino

 

A INFLUÊNCIA NOS CULTIVOS AGRÍCOLAS

A alteração no regime das precipitações pluviais é um dos fatores de grande importância para a caracterização de climas locais, tornando-se o elemento principal para o adequado crescimento e desenvolvimento dos cultivos agrícolas. A precipitação apresenta variações com o aumento dos eventos “El Niño” e “La Niña”.

Segundo fontes de pesquisas, uma análise que envolva a influência de tais eventos no rendimento final de um cultivo agrícola, exige a disponibilidade de dados pluviométricos homogeneamente distribuídos e com uma alta freqüência. Contudo, qualquer trabalho que envolva elementos climáticos esbarra na pouca disponibilidade de dados, devido à baixa densidade das estações meteorológicas instaladas no Brasil. Por este motivo podem ser utilizadas técnicas geoestatísticas de espacialização de dados climáticos de uma forma eficiente e segura, o que facilita e muito a obtenção de informações utilizadas na prática de tal análise.

Fonte: Reuters

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 20/11/2014, em Gestão ambiental e meio ambiente. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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