Cafeicultura brasileira intensificada pelo uso do geoprocessamento

01/08/14   JY  geotecnologias

 

Na agricultura de precisão o uso do sensoriamento remoto vem como uma base de  grande importancia em atender as necessidades  das condições do solo e necessidades da cultura em questões de nutrição ou disponibilidade de água, etc. Atualmente, levamos em consideração que o solo as áreas de plantio são iguais, assim utilizamos uma média da fertilidade da área para uma posterior adubação, com isso não se leva em conta a fertilidade específica de cada área, porém, na agricultura de precisão, com uso do sensoriamento remoto se analisa cada área, metro a metro, de maneira independente.

Com isso, a agricultura de precisão proporciona grandes benefícios para os seus usuários, tais como: – Redução do grave problema do risco da atividade agrícola; – Redução dos custos da produção; – Tomada de decisão rápida e certa; – Controle de toda situação, pelo uso da informação; – Maior produtividade da lavoura; – Mais tempo livre para o administrador; – Melhoria do meio ambiente pelo menor uso de defensivo.

Para as tomadas de decisões, o estudo e análises de imagens de satélites pode-se obter informações sobre as características funcionais dos cafezais (resistência, resiliência, entre outros); a duração e a intensidade da seca; nutrição da planta; dentre outros, sendo de estas informações de grande importância estratégica para a tomada de decisão.

Para a cafeicultura temos como o sensoriamento remoto o Cafesat que visa espacializar as lavouras de café e o monitoramento das mesmas nas principais regiões produtoras do Brasil. No momento, o mapeamento está disponível apenas para os estados de Minas Gerais e São Paulo. O projeto Cafesat surgiu no ano de 2005 com um grande desafio, ou seja, provar que é possível mapear a cafeicultura brasileira nas principais regiões produtoras do País, por meio de imagens de satélites e disponibilizar essas informações num ambiente web. É evidente que a metodologia adotada para mapear soja, cana-de-açúcar, trigo, não é adequada para o café. Assim, foram precisos muitos esforços no sentido de estabelecer uma metodologia apropriada e quase que exclusiva para o café, fundamentada na interpretação visual das imagens na tela do computador.

CAFESAT – Objetivos

O projeto CAFESAT visa espacializar as lavouras de café e o monitoramento das mesmas nas principais regiões produtoras do Brasil. No momento, o mapeamento está disponível apenas para os estados de Minas Gerais e São Paulo. Tendo como objetivos a geração de mapas e tabelas de áreas cafeeiras da região, baseado na interpretação visual de imagens Landsat/TM, restaurada com pixel de saída 10m, usando a edição matricial disponível no software SPRING. Para auxiliar a interpretação utilizam-se dados do Google Earth. O projeto já conta com o uso de imagens Landsat 8.

Para mais informações entre no site: CAFESAT

Fonte: Embrapa Café

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 02/08/2014, em SIG - Sistemas de Informações Geográficas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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