Criando un MDT a partir das curvas de nível ( usando o ArcGIS)

01/06/14    JY  geotecnologias

 

Sabemos que um MDT ( modelo digital de terreno), também chamado de MNT, nada mais é do que uma representação da superficie terrestre em formato raster. Sendo que os modelos raster são mais adequados para variáveis com distribuições mais suaves, no caso de superfície topográfica, que pode surgir  fortes descontinuidades ou  elementos antrópicos de desenho linear, esses métodos não podem ser os mais satisfatórios. Sua modelagem parece dar melhores resultados se você usar a rede de triângulos irregulares (TIN).

Neste tutorial , do grupo Mapping GIS,  será mostrado a interpolação do método da altimetria. A causa é que a triangulação permite o uso de um grande número de informação altimétrica e não altimétrica, pergunta que permite uma melhoria considerável do modelo e que anteriormente não foi observada. Para verificar a sua função de forma específica, será gerada um conjunto de dados a seguir: em formatos shapefiles

datos_inicio

curvas.SHP
cotas.SHP
Rios.SHP
datos_inicio

Nota-se que, enquanto o interior não contiver altimetria de modo explícito, o método usa para melhorar (ou pelo menos transformar) a triangulação, por outro lado, a fim de tornar a análise mais precisa, o mais usual é transformar um vetor em formato raster (grade).
Primeiro, para gerar um modelo por triangulação, é conveniente extrair informações sobre sua área e seu volume e movê-lo para formato raster. Vamos ver aqui começando por ativar a extensão 3D do analista no menu extensões/Personalizar…(ArcGIS)
Ative o ArcToolbox e selecione o diretório de dados Analyst/Data Management/TIN/Create TIN

Create_TIN
Create_TIN (triangulação)
Insira os seguintes parâmetros:

imagem de saída: dá nome ao resultado de TIN_ej (teste)

Sistema de coordenadas: WGS_1984_UTM_Zone_30N (perceba que a zona não se refere a nossa do Brasil!, mas o procedimento é o mesmo!)

parametros_create_TIN
parametros_create_TIN (triangulação)
Selecione Editar TIN ferramenta diretório 3D analista/dados editar/gestão/TIN TIN do ArcToolbox e insira os dados de entrada, selecione a imagem que acabamos de criar e as camadas de vetor:
parametros_edit_TINparametros_edit_TIN

O modelo resultante, que tem o mesmo nome que o original desde que esteja apenas atualizado, devem ser indicadas utilizando a informação altimétrica para sua representação.

tin

TIN (triangulação)
Para passar de TIN para grid  é só escolher o diretório de ferramenta TIN para Raster 3D Analyst/conversão/de TIN-TIN para Raster o ArcToolbox.
TINtoRaster

TINtoRaster
Insira os seguintes parâmetros na ferramenta:

  • Input TIN: TIN_ej14
  • Output raster: TIN_GRID_10
  • Output Data Type: FLOAT
  • Method: Linear
  • Sampling Distance: Digitaliza CELLSIZE 10 (irá gerar algo conforme o  tamanho do espaço que é de 10 metros).

grid

Daí foi criado então o MDT.

A escolha do tamanho do espaço é uma questão fundamental. Esse quesito, no entanto, é uma das questões não resolvidas no assunto do MDE, critérios a serem seguidos para estabelecer o tamanho do espaço na transformação do TIN à grade. Se o tamanho é muito grande, uma grande parte da informação é perdida, mas se este for muito pequeno, a estrutura subjacente do triângulo gerado na imagem começa a ser refletida e desperdiça a suavidade da estrutura raster. Bom saber!

Faça um teste com a sua região de interesse!!! Lembrando que você pode utilizar o ArcGIS como recomendou esta dica, mas pode ser usado outro SIG , conforme sua escolha, que gere imagens MDT! 

 Suerte*

Fonte: Mapping GIS

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Sobre Jana Yres

Graduação em Engenharia Agrícola-UFCG , Atuação profissional: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba). Áreas de atuação: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aplicação de aulas de SIG e PDI , atuação nas áreas de agrometeorologia, irrigação e drenagem (zoneamentos agrícolas), trabalhos em campo com dimensionamento de áreas (Agrimensura) e Mapeamentos aplicados a projetos rurais, florestais e recursos hídricos. Gestão Ambiental - analise e consultoria. É professora de Língua Espanhola. Participa de um projeto social da UFCG, o cursinho pré-vestibular solidário.

Publicado em 02/06/2014, em SIG - Sistemas de Informações Geográficas. Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Murilo Domingo Mattar

    Boa tarde, quero parabenizar pela matéria, muito boa.
    Meu nome é Murilo, graduando de engenharia Ambiental e estou fazendo um projeto da faculdade com modelagem 3D. Utilizei sua metodologia. Consegui gerar o modelo, mas ele ao gerá-lo, encontrei buracos nas curvas de nível. Além disso, algumas cotas estão marcadas como 0 (zero). Como faço para arrumar isso?

    • Olá Murilo, obrigada pela atenção e por visitar nosso site! Veja bem, atendendo a sua dúvida, verifique se sua curva apresenta uma projeção horizontal e vertical muito além da que você optou. Verifique ambém o uso de sua escala, se foi 1: 10000 ou mais. Para MDTs as curvas de nível geradas, com equidistância de 2 metros, são compatíveis com a escala de 1:5.000 e nesse caso o erro médio não chega a zero. Outra coisa faça um teste quanto ao método de interpolação. Use o linear e o não linear para identificar a suavidade e espaçamento das linhas. É nessse ponto que você verificará os famosos buracos ok?! Dái depois de analisados veja também a distancia que você está utilizando entre as linhas, se 5, 10, 20. Recomendo você fazer um teste entre as imagens ASTER e STRM para gerar o MDT. Abraços.

  2. Muito bom,…
    Um auxilio e tanto..

    Obrigado!!!

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